segunda-feira, 21 de maio de 2012

Pátria amada ou dinheiro amado?


 
         Clubes grandes, ascensão da carreira, salários muitas vezes exorbitantes em jogo, vitórias em campeonatos e eventos esportivos de alto nível internacional: qual atleta não sonha com isso para a carreira?
Campeonatos internacionais como a NBA, Seleção Brasileira de Futebol, Liga Mundial de Vôlei (como exemplos abaixo), são o foco de milhares de jogadores, que preferem defender muitos clubes a defender a própria pátria. Confessamos que no caso do Brasil, a falta de apoio e incentivo ao esporte é uma das causas que fazem muitos jogadores buscarem apoio de patrocinadores no exterior.
         A jogadora de basquete Iziane Castro teve um caso peculiar: ano passado no Pré-Olímpico em Neiva, Colômbia, ela recusou à ida para jogar, pois defendia o Atlanta Dream nas finais da WNBA pelo segundo ano consecutivo. Com um temperamento meio “esquentado”, Iziane já teve problemas com ex treinadores brasileiros, tanto que em 2008, a jogadora deliberadamente não participava dos ataques por estar “revoltada” com o técnico Bassul. Seis anos depois, em Ourinhos, o técnico teve que sacá-la do time titular para conquistar o Nacional contra Catanduva.
Iziane Castro defendendo o Atlanta Dream
         Já o armador Larry Taylor se naturalizou brasileiro para integrar a seleção de basquete na Olimpíada de Londres. Larry joga há três anos pelo Bauru. Ele mesmo diz que sonhava em ser um astro da NBA, mas como nunca recebeu um convite, foi tentar sua carreira fora dos Estados Unidos e veio para o Brasil, após passar pelo México e Venezuela.
         No ano passado o técnico da seleção brasileira de futebol Mano Menezes, referindo-se a Mario Fernandes (que recusou jogar na Seleção Brasileira), afirmou que um jogador, independente de qual seja, deve ter interesse de participar da Olimpíada, que “o jogador não tem o mesmo interesse de participar da Seleção quanto a outros jogos”. Mario comentou que não estava preparado para tal desafio, mas que gostaria de ficar à disposição do treinador para os próximos jogos.
Jogador Mario Fernandes
        Ricardinho, jogador de vôlei pelo Vôlei Futuro recusou uma proposta do vôlei russo, pois a família não quer deixar o Brasil e o levantador quer se concentrar para a Liga Mundial. Porém, os convites só aumentam para deixar o país.
Levantador Ricardinho, que voltou a jogar pela seleção após 5 anos
         Quantos jogadores abandonaram seus países e se privaram para estar nesses clubes? Mas ao mesmo tempo, só querem jogar em campeonatos importantes para fazer nome. Onde está o patriotismo, a humildade, a honra de defender a camisa, não importa o tamanho do jogo (ou diríamos evento para muitos desses?!). Por outro lado, se o país não valoriza seus atletas, não tem um piso salarial descente. Como é que podemos exigir que este respeite e glorifique as cores deste país?

Um comentário:

  1. Muito bom! É exatamente esse o problema, o prórprio país não valoriza os atletas que tem, é fácil na hora dos jogos exigir um grande empenho, dizendo que eles estão representando o país... Mas e na hora de garantir uma vida digna para esses atletas? De dar um bom salário? Falta não só incentivo ao esporte, mas também pensar mais no coletivo do que apenas individualmente!

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