terça-feira, 15 de maio de 2012

Super heróis não saem de moda


Foto: Reprodução



Os heróis são os mesmos, Capitão América, Homem de Ferro, Hulk, Viúva negra, Gavião Arqueiro, Thor. Mas lutam por uma causa diferente, mais atual, com um crime liderado por Loki, irmão asgardiano do deus do trovão.
Fazia tempos que os personagens criados por Stan Lee não tinham tanto destaque. A Marvel que viveu momentos instáveis na década de 90, quando as vendas dos gibis não mais interessavam aos jovens como antes, ainda tentou levar seus protagonistas para as telas, mas o esforço não surtiu considerável efeito. Em contrapartida, o espírito heroico nas salas de cinema que exibem “Os Vingadores” hoje provam o contrário.
Não foi à toa que a Marvel Studios resolveu, há poucos anos atrás, lançar longas estrelados por seus protagonistas. O estúdio já tinha em mente uma produção de enorme escalão. Mas, o desejo só ficou claro com o lançamento do filme “Homem de Ferro” quando um tal de Nick Fury aparece a Tony Stark com a iniciativa vingadores.
A estreia do longa, que nos Estados Unidos emplacou a segunda maior bilheteria da história do cinema faturando US$ 80,5 milhões, levanta uma questão. Quem são os heróis do mundo de hoje?
         Quando surgiram, esses super-heróis eram sucesso, mas não nos cinemas e sim nos gibis. Eles lutavam contra problemas de grande impacto em sua época, por exemplo, Steve Rogers que se transforma no Capitão América e vai à guerra para defender seu país.
Foto: Reprodução
            O momento de instabilidade da Marvel por coincidência ou não foi o período em que os jovens estavam interessados nas novas tecnologias que então despontavam, e os gibis foram colocados em segundo plano. Seus herois passavam a ser os de carne e osso, que podiam ser vistos na TV jogando futebol, cantando, atuando e fazendo atividades humanas em tempo integral, ou seja, não tinham super poderes.
O filme propõe, ao atualizar o contexto em que trabalham os vingadores, o controle da Terra, com um pano de fundo atual de energia sustentável, que os heróis de hoje são os mesmos pelos quais nossos pais ou avós se apaixonaram. A contradição está explícita. Em mundo onde a tecnologia impera, os mesmos assuntos são abordados, os mesmos super heróis aparecem e a audiência, se assim pode ser dito, é incomparavelmente maior. Seria só o efeito 3D a principal causa desse fato? Talvez. O efeito de imersão, a sensação de estar perto do seu herói predileto, mesmo que seja em questão de segundos, traz um pouco de realidade para uma história de pura imaginação. E o que acaba sendo curioso é o fato de adultos, crianças, idosos e adolescentes assistirem ao filme e saírem com as mesmas sensações, com o espírito justiceiro dos protagonistas.
A cada nova luta um susto, uma nova tensão. O filme prende o espectador desde os primeiros segundos, e a história só realmente acaba quando os créditos sobem. E nem é possível falar em acabar. A luta pelo bem não acaba jamais, é este detalhe que move os super-heróis, e que no fundo, move milhões de pessoas ao cinema. 


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