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| Foto: Reprodução |
Os heróis são os mesmos,
Capitão América, Homem de Ferro, Hulk, Viúva negra, Gavião Arqueiro, Thor. Mas
lutam por uma causa diferente, mais atual, com um crime liderado por Loki,
irmão asgardiano do deus do trovão.
Fazia tempos que os personagens
criados por Stan Lee não tinham tanto destaque. A Marvel que viveu momentos
instáveis na década de 90, quando as vendas dos gibis não mais interessavam aos
jovens como antes, ainda tentou levar seus protagonistas para as telas, mas o
esforço não surtiu considerável efeito. Em contrapartida, o espírito heroico
nas salas de cinema que exibem “Os Vingadores” hoje provam o contrário.
Não foi à toa que a Marvel
Studios resolveu, há poucos anos atrás, lançar longas estrelados por seus
protagonistas. O estúdio já tinha em mente uma produção de enorme escalão. Mas,
o desejo só ficou claro com o lançamento do filme “Homem de Ferro” quando um
tal de Nick Fury aparece a Tony Stark com a iniciativa vingadores.
A estreia do longa, que nos
Estados Unidos emplacou a segunda maior bilheteria da história do cinema
faturando US$ 80,5 milhões, levanta uma questão. Quem são os heróis do mundo de
hoje?
Quando surgiram, esses super-heróis eram sucesso, mas não nos cinemas e sim nos
gibis. Eles lutavam contra problemas de grande impacto em sua época, por
exemplo, Steve Rogers que se transforma no Capitão América e vai à guerra para
defender seu país.
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| Foto: Reprodução |
O momento de instabilidade da Marvel por coincidência ou não foi o período
em que os jovens estavam interessados nas novas tecnologias que então
despontavam, e os gibis foram colocados em segundo plano. Seus herois passavam
a ser os de carne e osso, que podiam ser vistos na TV jogando futebol,
cantando, atuando e fazendo atividades humanas em tempo integral, ou seja, não
tinham super poderes.
O filme propõe, ao atualizar o
contexto em que trabalham os vingadores, o controle da Terra, com um pano de
fundo atual de energia sustentável, que os heróis de hoje são os mesmos pelos
quais nossos pais ou avós se apaixonaram. A contradição está explícita. Em mundo
onde a tecnologia impera, os mesmos assuntos são abordados, os mesmos super
heróis aparecem e a audiência, se assim pode ser dito, é incomparavelmente
maior. Seria só o efeito 3D a principal causa desse fato? Talvez. O efeito de
imersão, a sensação de estar perto do seu herói predileto, mesmo que seja em
questão de segundos, traz um pouco de realidade para uma história de pura
imaginação. E o que acaba sendo curioso é o fato de adultos, crianças, idosos e
adolescentes assistirem ao filme e saírem com as mesmas sensações, com o
espírito justiceiro dos protagonistas.
A cada nova luta um susto, uma
nova tensão. O filme prende o espectador desde os primeiros segundos, e a história
só realmente acaba quando os créditos sobem. E nem é possível falar em acabar.
A luta pelo bem não acaba jamais, é este detalhe que move os super-heróis, e
que no fundo, move milhões de pessoas ao cinema.


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