terça-feira, 22 de maio de 2012

O mais alto ponto da vaidade



por Rosa Donnangelo

A Tokyo Skytree, torre mais alta do mundo, foi inaugurada hoje na capital japonesa. A Skytree possui 634 metros de altura. E o que isso me leva a pensar? Em status, em poder.
Atualmente, tudo ao nosso redor é alvo de alguma determinação, algo que deva ser reconhecido por uma ou outra característica. Devo me explicar: qualquer coisa é elevada a nível de competição. É só parar pra pensar que qualquer pessoa chega a essa mesma conclusão.
“A mais bonita”, “A mais inteligente”, “O mais alto”, “O mais magro”, “O mais desenvolvido”, “O que mais ganhou títulos”, enfim. Pra ser alguém, e até pra ser algo, deve-se possuir o tal do “mais”. A perda da essência do ser humano, dentre tantas outras causas, é consequência de uma competição por status. Pura vaidade.
Alguém deve avisar que ser o primeiro em tudo não é sinônimo de caráter, de índole, de poder. Ser o primeiro não é ruim, claro, desde que se mantenham valores. Exemplos vivos estão na política mundial. PRESIDENTES corruptos, PRESIDENTES que transformaram a nação para melhor. A que ponto chegamos?
Não é uma crítica à belíssima torre inaugurada hoje no Japão, de forma alguma. É apenas uma reflexão sobre o que realmente tem importância hoje no mundo. O que é relevante? Aonde está o senso? Talvez eu nunca obtenha resposta. Talvez não exista. Talvez seja uma: o egoísmo, ou melhor, o egocentrismo.
E você? É “mais” o quê? Ego ou valor?

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