Por Bruna Mello
Clubes grandes, ascensão da carreira, salários muitas vezes
exorbitantes em jogo, vitórias em campeonatos e eventos esportivos de alto
nível internacional: qual atleta não sonha com isso para a carreira?
Campeonatos internacionais
como a NBA, Seleção Brasileira de Futebol, Liga Mundial de Vôlei (como exemplos
abaixo), são o foco de milhares de jogadores, que preferem defender muitos
clubes a defender a própria pátria. Confessamos que no caso do Brasil, a falta
de apoio e incentivo ao esporte é uma das causas que fazem muitos jogadores
buscarem apoio de patrocinadores no exterior.
A jogadora de basquete Iziane Castro teve um caso peculiar:
ano passado no Pré-Olímpico em Neiva, Colômbia, ela recusou à ida para jogar,
pois defendia o Atlanta Dream nas finais da WNBA pelo segundo ano consecutivo.
Com um temperamento meio “esquentado”, Iziane já teve problemas com ex
treinadores brasileiros, tanto que em 2008, a jogadora deliberadamente não
participava dos ataques por estar “revoltada” com o técnico Bassul. Seis anos
depois, em Ourinhos, o técnico teve que sacá-la do time titular para conquistar
o Nacional contra Catanduva.
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| Iziane Castro defendendo o Atlanta Dream |
Já o armador Larry Taylor se naturalizou brasileiro para
integrar a seleção de basquete na Olimpíada de Londres. Larry joga há três anos
pelo Bauru. Ele mesmo diz que sonhava em ser um astro da NBA, mas como nunca
recebeu um convite, foi tentar sua carreira fora dos Estados Unidos e veio para
o Brasil, após passar pelo México e Venezuela.
No ano passado o técnico da seleção brasileira de futebol
Mano Menezes, referindo-se a Mario Fernandes (que recusou jogar na Seleção
Brasileira), afirmou que um jogador, independente de qual seja, deve ter
interesse de participar da Olimpíada, que “o jogador não tem o mesmo interesse
de participar da Seleção quanto a outros jogos”. Mario comentou que não estava
preparado para tal desafio, mas que gostaria de ficar à disposição do treinador
para os próximos jogos.
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| Jogador Mario Fernandes |
Ricardinho, jogador de vôlei
pelo Vôlei Futuro recusou uma proposta do vôlei russo, pois a família não quer
deixar o Brasil e o levantador quer se concentrar para a Liga Mundial. Porém,
os convites só aumentam para deixar o país.
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| Levantador Ricardinho, que voltou a jogar pela seleção após 5 anos |
Quantos jogadores abandonaram seus países e se privaram para
estar nesses clubes? Mas ao mesmo tempo, só querem jogar em campeonatos
importantes para fazer nome. Onde está o patriotismo, a humildade, a honra de
defender a camisa, não importa o tamanho do jogo (ou diríamos evento para
muitos desses?!). Por outro lado, se o país não valoriza seus atletas, não tem
um piso salarial descente. Como é que podemos exigir que este respeite e
glorifique as cores deste país?



Muito bom! É exatamente esse o problema, o prórprio país não valoriza os atletas que tem, é fácil na hora dos jogos exigir um grande empenho, dizendo que eles estão representando o país... Mas e na hora de garantir uma vida digna para esses atletas? De dar um bom salário? Falta não só incentivo ao esporte, mas também pensar mais no coletivo do que apenas individualmente!
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