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| Nadal no Australian Open (2010) |
Com
as novidades e melhorias nos aparatos para jogar tênis, como antivibradores de
corda, grips (fita para o cabo da raquete) macios que aderem suor, raquetes de
diversos pesos, foi possível elevar o nível das partidas, tornando-as mais
dinâmicas e competitivas. Porém, muitos alegam que tais mudanças fizeram com
que o esporte perdesse sua aura e beleza, por ter ganhado força (velocidade) e
perdido técnica. Certos tenistas, como o espanhol Rafael Nadal e a
norte-americana Serena Williams, sofrem dessas acusações, de que sua forma de
jogar é mais esforço do que talento.
O tênis é essencialmente um jogo
individual (quando não se consideram as duplas), no qual a vitória depende
somente de si, ou seja, não basta que haja força. Apesar dela contribuir na estabilidade do jogo
e na resistência do jogador, cada tenista tem de desenvolver técnicas próprias,
o que significa que não existem profissionais sem ela. Nadal, apesar das
críticas, provou suas habilidades ao vencer o torneio de Wimbledon em 2008 e
2010 (Grand Slam da Inglaterra), em que o piso (grama) exige mais habilidade
do jogador, pois a bola quica com mais rapidez e irregularidade e não permite
uma longa troca de bolas (tática usada pelo espanhol).
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| Federer no Masters de Madri (2012) |
Como a força não vence partidas, muito
menos torneios, a técnica se torna essencial, assim como a concentração e a
estabilidade. Sem essas características é difícil estar em uma boa colocação no
ranking da ATP (sigla em inglês de Associação
dos Profisionais do Tênis) ou da WTA (Associação
das Mulheres do Tênis). Há muitos casos de jovens promessas que ao entrarem
no circuito principal fracassaram ao perder o controle por causa do nervosismo.
A exemplo disto, vê-se a carreira do tenista francês Richard Gasquet (dono do melhor backhand executado no circuito - veja o vídeo abaixo - e
que um dia foi considerado o substituto do suíço Roger Federer) que venceu os
principais torneios enquanto juvenil, mas da sua profissionalização até hoje
não venceu nenhum torneio Grand Slam (o mais relevante do esporte). E é
indubitável que o atual número dois do ranking, Federer, seja o maior exemplo de variação técnica e comportamento mental, afinal seus 16 títulos de Grand Slam, tornam-o o maior
vencedor de tais campeonatos, demonstrando a combinação desses aspectos.
A força física é um sinal dos novos
tempos do tênis, isso não significa que o esporte perdeu qualidade, pois assim
como tantos outros que tiveram mudanças, por causa de avanços em seus
equipamentos, tampouco perderam. Ela é uma nova qualidade física determinante
nos jogadores atuais, e sem a tal, a performance técnico-tática do profissional
pode apresentar limitações, ou seja, aquele jogador somente técnico não se sai,
necessariamente, melhor na carreira. Portanto, hoje, a combinação perfeita para ser um jogador vitorioso seria técnica mais força física.


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