Improvisar,
equilibrar, saber cair e levantar
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| Melhor palco para esportes radicais não há |
Skate Big Air ou Mega
Rampa pela primeira vez no Rio de Janeiro
A modalidade mais
radical do skate esta de volta e desta vez com casa nova: O Sambódromo do Rio de Janeiro.
A Mega Rampa foi criada
pelo skatista americano Danny Way e aperfeiçoada pelo brasileiro Bob Burnquist.
Em
uma rampa de 27 metros de altura o atleta ganha velocidade (que pode chegar a 80
km/h!), em seguida passa voando por um vão de 20 metros de distância,
aterrissando em outra pista, e por fim encara um “quarter pipe” de 8 metros de
altura.
A Mega Rampa chegou no
Brasil em 2008, e este ano, em sua quarta edição o destaque vai para dois
garotos americanos Mitchie Brusco (15 anos) e Jagger Eaton (11 anos)
Não entendo
ainda se os garotos são mesmo ousados ou ainda não entenderam os riscos da
descida. Fato é, que os pequenos mostraram muita técnica e habilidade com o
shape.
Dez mil pessoas por dia
prestigiaram o evento e faltou ingresso pra quem queria. Atendendo as
expectativas o Secretário do Turismo do RJ, Pedro Guimarães, já adiantou que no
ano de 2013 as duas arquibancadas do Sambódromo estarão disponíveis.
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| Rodrigo Molina / Ricosurf.com |
A Mega Rampa tem
estrutura para se tornar um mega evento alternativo para arrecadar verba fora da temporada, é uma manobra econômica que reflete no
social.
Como afirma o gaúcho
Rafael S. Vita (21 anos): A mega rampa nunca será uma decepção, “não há a
possibilidade de você prestigiar um evento destes e sair com um vazio. A galera
te enche de adrenalina, e os skatistas profissionais sempre trazem manobras
inéditas. A principal atração é trazer algo pra pista que ninguém ainda viu, e
o mais bacana é que todos aplaudem, até o cara que está empatado com você na
geral (pontuação geral) tá vibrando com sua manobra. É uma vibe incrível, só
quem ama o shape entende.”
“Moro no Rio há um
tempo mas muitos amigos vieram pra cá de outros estados, inclusive meu irmão
mais novo, de 14 anos que garanto: não dará paz à família até ganhar um skate.”
O evento
“A Mega Rampa está para o skatista assim como o Hawai está para o surfista. O perigo e a adrenalina estão em uma função diretamente proporcional” − Afirma Rafael Vita
Logo na primeira
tentativa, o australiano Jake Brown apresentou aos expectadores da MegaRampa
algo inédito: um 720º (dois giros completos), segurando no skate.
Infelizmente a ousadia
de Jake também o leva a abrir mão de alguns equipamentos de segurança, neste
final de semana, o atleta sofreu uma das piores quedas na MegaRampa. Entretanto
Jake subiu ao pódio e posou irreverente para as fotos recebendo sua premiação
de terceiro colocado.
Mitchie Brusco superou Jake por apenas 2 pontos, ficando em segundo lugar com 66,99 pts.
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| Bob Burnquist é tetra! |
Como já era de se
esperar, o primeiro lugar na final do skate ficou com A lenda: Bob Burnquist, que
conquistou com 85,33 pontos.
Bob é mais do que uma
lenda ele é a própria história do skate no Brasil. O cara mora na Califórnia e
é o único no mundo a ter uma Mega Rampa no quintal de casa, literalmente, a
pista está montada dentro do seu terreno e esta disponível para treinamento.
Já o pequeno e corajoso
Jagger Eaton, conquistou a quarta colocação com 57,33 pontos. O americano
Elliot Sloan, surpresa na edição do ano passado, conquistou a quinta colocação
(51,99 pts. O skatista brasuca Lincoln Ueda ficou em sexto lugar, com 46,66.
Tendo sido a MegaRampa o sucesso que até fizera político prometer mais estrutura no evento seguinte,
Será que com a divulgação e
repercussão de eventos como a MegaRampa, esportes como o skate deixarão de ser
marginalizados?
Ou quem sabe seja a marginalização
que faça desta tribo tão única e unida?
Salve galera.
















