Sempre ouvimos
que a primeira impressão é a que fica, mas também que elas podem, e muitas
vezes são enganosas. Confiar cegamente nelas seria um erro. No entanto, a
verdadeira questão é: quantos nunca se deixaram influenciar pela primeira
impressão que tiveram de alguém? Por mais que queiramos nos enganar, muitas das
nossas decisões de se relacionar com alguém, ou ao menos conversar, depende de
gostarmos ou não do que pensamos ela ser.
Pesquisas
afirmam que o cérebro leva apenas alguns poucos segundos para estabelecer uma
opinião formada sobre uma pessoa, baseada apenas na primeira olhada para ela. A
confiança que temos em nossa intuição normalmente nos leva a identificar
pessoas segundo o que elas vestem e sua aparência, bem como se estão felizes ou
não (mesmo sabendo que não dá para ficar feliz 24horas por dia).
Sem
citar nomes, lugares, nem nada pessoal, acredito que a única vez em que
realmente entendi o porquê de não ser viável se guiar pelas primeiras
impressões aconteceu há pouco tempo, depois de mais de zilhões de vezes em que
esse dito popular foi colocado e martelado na minha cabeça. Acho que para
realmente entendermos precisamos viver e aprender por nós mesmos, ao invés de
aceitar ensinamentos alheios.
Em
suma, a pessoa cuja minha primeira, e até segunda impressão não foi muito
agradável acabou por provar que ela não era nada do que eu tinha pensado.
Conforme ela falava sobre seu passado e sobre sua vida e momentos, construí uma
imagem dela, e talvez ela até tenha sido, ou seja desse jeito, mas a verdade é
que não é possível conhecer alguém somente através de seu passado. Foi um
simples e humilde gesto, na última vez em que a vi que confirmou que grande
parte do que eu tinha pensado – esteja correto ou não – estava envolvido em uma
personalidade muito maior, em um ser-humano muito maior do que minha ignorância
tinha rotulado.
Se estamos em
constante construção da nossa personalidade, tudo o que fazemos ainda está nos
moldando. O passado das pessoas pode sim dizer muito sobre elas, mas nunca o
total e nem sempre quem elas ainda são. Julgamentos e primeiras impressões são
demasiado equivocados considerando que uma “batida de olho” não revela
absolutamente nada a respeito de quem somos. E se naquele dia tive um problema
e minha expressão está preocupada? Isso faz de mim uma pessoa triste? Se
naquele dia tive vontade de sair de moletom? Isso significa que não tenho senso
de moda ou não gosto de me arrumar?
Primeiras
impressões, sempre irão nos perseguir, e muitas vezes serão impossíveis de
impedir, mas é possível que elas nos assombrem justamente para nos desafiar a
não confiar nelas, e dar uma chance ao desconhecido.
Marcelo
Tristão Athayde de Souza nasceu na cidade de Ituverava, se formou em engenharia
civil pela Escola Politécnica da USP e depois cursou radio e TV pela Escola de
Comunicação e Arte, também da USP. Foi em 1983 que sua carreira de apresentador
começou com o programa 23ª Hora e após isso ele não parou mais. Popularmente
conhecido pelos personagens Professor
Tibúrcio e Telekid, dos
programas infantis Rá-Tim-Bum e Castelo Rá-Tim-Bum respectivamente,
Marcelo Tas hoje lidera o programa CQC
ao lado de Marco Luque e Oscar Filho e recém estreou o programa Conversa de Gente Grande.
O programa televisionado pela Rede Bandeirantes é uma
adaptação de um programa argentino chamado ‘Agrandadytos’ e é diversão
garantida. Nele crianças de três a doze anos participam de entrevistas
comandadas pelo apresentador e contam com a participação especial de uma
celebridade diferente a cada semana. Os assuntos variam, mas são sempre
relacionados à vida adulta, como a violência, as drogas e os relacionamentos.
Marcelo Tas aparenta estar muito a vontade com as crianças, uma vez que
trabalhou durante um bom tempo com elas.
Foto Reprodução
A parte mais divertida do programa são as conversas
/entrevistas que Tas faz com as crianças. As respostas são super sinceras,
inocentes e hilárias, o que faz com que muitas vezes o apresentador tenha que
se conter para não gargalhar. O quadro com as celebridades, que já contou com a
participação de Pelé e Sabrina Sato, é também muito engraçado, porém não se tem
a mesma sensação de espontaneidade das crianças, pois elas aparentam estar com
as falas decoradas e muito bem ensaiadas.
É uma ótima opção de entretenimento com diversão garantida. Conversa de Gente Grandevai ao ar aos
domingos, as 20h. Para aqueles que têm interesse que seus filhos participem do
programa, a inscrição é feita pelo site.
E nesta segunda feira, dia 23 de julho, completa
um ano da morte da “nova” diva do soul jazz: Amy Winehouse. Mesmo com a
morte precoce e assustadora, Amy ainda é uma das artistas que mais
vende discos no mundo. O álbum “Back To Black”, de 2006, é um dos 100
discos mais vendidos no Reino Unido, sendo o segundo disco mais vendido
do século 21, perdendo para a conterrânea Adele, com o álbum “21”. O que
comprova que Winehouse ainda está viva nos ouvidos de muitos fãs e
admiradores.
Com uma carreira curta e conturbada, Amy possui grandes
influências de jazz, pois seu pai, o taxista Mitchell Winehouse, que
sempre foi um fã do estilo (e extremamente ligado a filha). Com nove
anos seus pais se separaram e ela iniciou suas atividades musicais em
algumas escolas de artes particulares. Em sua adolescência começou a
compor suas próprias músicas, e com 16 anos grava suas primeiras demos.
Foi nessa época que também começou seu contato com as drogas.
Pode-se dizer que grande parte de suas músicas foram
dedicadas ao seu grande amor: o barraqueiro Blake Fielder – tanto que
Amy tatuou a palavra “Blake’s” acompanhada de um objeto sobre o seio
esquerdo, que significa que ela era da posse do ex marido – contribuindo com
diversos escândalos sobre sua vida pessoal, influenciando em sua
carreira como a prisão de Blake, o divórcio dos dois, a prisão por porte
de drogas da cantora e as diversas idas às clínicas de reabilitação
para tratar do vício contra as drogas.
Amy e Blake Fielder / foto: reprodução
Seu relacionamento com Blake de idas e vindas também estava
ligado com as drogas. Com o extremo envolvimento com o álcool e as
drogas, Winehouse começa a cometer gafes em seus shows como esquecer as
letras, atrasos para o começo dos concertos, não conseguir alcançar
notas que muitas vezes não eram tão difíceis para quem sempre cantou com
facilidade, usar drogas no meio das apresentações, cair no palco, entre
outras fatalidades. Obviamente gerou muitas vaias do público que pagava
para ver um show completo e com uma Amy sóbria, entretanto, se
deparavam com a instabilidade da artista.
Em 2009 muitos brasileiros tiveram a oportunidade de ver a
senhorita Winehouse em cinco shows no Brasil. Mesmo não sendo shows como
os realizados em outros países na época do auge de Amy, ela parecia
estar feliz e não tiveram grandes decepções. No mesmo ano, em julho, ela
foi encontrada morta em sua casa no bairro de Candem, em Londres. A
causa da morte foi descoberta depois de meses, alegando que decorreu de
um consumo abusivo de álcool após um período de abstinência. Amy foi um
dos artistas que morreram aos 27 anos como Kurt Cobain, do Nirvana, Jimi
Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, entre outros.
Rehab - Live in London Desde então, diversas homenagens de artistas foram feitas a
cantora e um álbum póstumo foi lançado com uma versão de “Garota de
Ipanema”, de Tom Jobim, no álbum. Mesmo com tantas barbáries de sua vida
pessoal atravessando a sua carreira musical, Amy deixou um vasto
material produzido e que continua fazendo sucesso e encantando os amados
da soul music com os sucessos “Rehab”, “You Know I’m no Good”,
“Valerie”, “Tears Dry On Their Own”, entre outros. Com certeza Amy
Winehouse se tornou um ícone que deve ser lembrado pelo talento musical e
sua contribuição à música.
Era uma terça-feira normal. Não tão normal
assim porque eu não tinha horário pra acordar e almoçar e nenhum trabalho da
faculdade que me tirasse o sossego. Sol,
calor, céu azul. A tarde se aproximava e a possibilidade do encontro com alguns
amigos era grande, era o dia perfeito mesmo. Ficou resolvido um almoço, e lá
vou eu pra Av. Paulista.
Como mesmo sem horário pra nada eu insisto em
ser pontual, resolvi esperar sentada naqueles degraus da Gazeta, a vista de lá
não tem nada de muito diferente, não. Mas, o que faz qualquer lugar ser
diferente é o modo como se olha pra ele. E esse fato só é compreensível quando,
por alguns minutos, você se dedica a olhar. A olhar pausadamente, a prestar
atenção nos detalhes, nas pessoas, no jeito de cada ser humano que passa por
ali. Muitas vezes, a correria que nos é imposta faz com que histórias e
momentos ímpares passem, sem que você perceba. Pois bem, dada a pequena lição,
e dado o meu momento de reflexão nas escadas de um edifício, eis que surge um
rapaz com um baralho nas mãos e outro com uma câmera. Pediram um minuto da
minha atenção (e o que é um minuto, não é mesmo?) para mostrar o número de
mágica que eles sabiam fazer. Dei-lhes então meia hora. É, meia hora. A mágica
era sensacional, valia a pena, pode acreditar. Cartas de baralho daqui, caixa
do baralho de lá, o baralho que aparece no chapéu de um, a carta que eu assinei
que aparece dentro da caixa de baralho de lá. É, foi bem assim, uma surpresa
atrás da outra, um truque novo a cada estalar de dedos do mágico. Pois bem,
aquela meia hora foi, talvez, a melhor meia hora do dia. Eu ri, me diverti, e
enfim... Aconteceu tudo isso por causa de duas pessoas que tinham alguma coisa
pra me mostrar, que tinham história.
Você deve estar se perguntando: “Por que
essas coisas nunca acontecem comigo?”. A resposta é bem simples: Porque você
não está disposto a parar e olhar. Olhe, aprecie, há um mundo muito mais
divertido fora do campo de visão a que você está habituado.
Acompanhado de sua banda, Os
Seletores de Frequência, o ex-integrante do grupo Planet Hemp mostra faixas do
álbum Sintoniza Lá (2012), entre elas O Mundo (Panela de Pressão), Subconsciente
e Chega pra Somar no Groove. O conjunto carioca A Filial está encarregado da
abertura.
foto: reprodução
Data: 20/07
Horário: a confirmar
Local: Cine Joia, Praça
Carlos Gomes, 82
Preços: R$ 40,00 (primeiro
lote) e R$ 50,00 (segundo lote).
Censura: 18 anos
Pedro Luís
Desde que deu início à
carreira musical, nos anos 80, o cantor, compositor e produtor carioca esteve
atrelado a trabalhos coletivos — sendo os mais aclamados os realizados com os
grupos A Parede e Monobloco. Em 2011, porém, Pedro Luís lançou (com êxito) o
seu primeiro disco-solo, Tempo de Menino. Ao lado de Marcelo Vig (bateria),
Guila (baixo) e Leo Saad (guitarra), ele executa a faixa-título, Bela Fera,
Menina do Salão de Beleza e Tá?.
foto: reprodução
Data: 22/07
Horário: a confirmar
Local: Auditório Ibirapuera,
Avenida Pedro Álvares Cabral, S/N
Preços: R$20,00
Gary Bartz
Saxofonista americano, Gary
Bartz acompanhou o trompetista Miles Davis e participou das gravações do disco
Live-Evil (1971). Atualmente, além de manter uma parceria com o pianista McCoy
Tyner, que ganhou notoriedade ao integrar o quarteto do saxofonista John
Coltrane, Bartz segue sua carreira-solo. Na Mostra Sesc de Artes, ele executa
temas do álbum Coltrane Rules: Tao of a Music Warrior.
foto: reprodução
Data: 21/07 e 22/07
Horário: a confirmar
Local: SESC Consolação, rua
Doutor Vila Nova, 245
Preços: R$24,00
Censura: 12 anos
Exposições
Horacio Coppola
Morto há um mês, aos 105
anos, o fotógrafo argentino Horacio
Coppola tem um lado menos popular de sua produção explorado nas 81
imagens de Luz, Cedro e Pedra. A mostra, em cartaz a partir de quarta (18/07) no
Instituto Moreira Salles, reúne uma série registrada em 1945 nas cidades
históricas de Minas Gerais. Ali, ele focou um tema específico: as esculturas de
Aleijadinho em Sabará, Ouro Preto e Congonhas do Campo, um “grande teatro
religioso”, na expressão cunhada pelo curador Luciano Migliaccio. Expoente do
modernismo fotográfico latino-americano, Coppola sobressaiu pelos flagrantes
urbanos de Buenos Aires.
foto: reprodução
Data: 20/07
Horários:
(Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb e Dom) Terça a
sexta, 13h às 19h; sábado, domingo e feriados, 13h às 18h. Grátis. De 18/07 a
11/11.
Local: Instituto Moreira
Sales, Rua Piauí, 844
Preços: Grátis
Acervo Afro Brasil
O espaço abriga 1.100 obras
da coleção de arte negra do artista plástico Emanoel Araújo, cedidas ao museu
em regime de comodato. Entre as peças, estão máscaras africanas, esculturas,
pinturas do século 19, fotografias e trabalhos contemporâneos.
foto: reprodução
Dia: terça a domingo: 10h às
17h
Horário: até às 18h
Local: Museu Afro Brasil, Av.
Pedro Álvares Cabral, s/ nº, portão 10 - Parque Ibirapuera
Preços: Grátis
Jasper Johns
A exposição "Pares Trios
Álbuns", do pintor americano conhecido por se apropriar do expressionismo
abstrato, movimento surgido nos EUA no pós-Guerra, e por trazer um novo tipo de
imagem para a arte americana com uso de elementos superficiais, reúne cerca de
70 peças, como gravuras, concebidas a partir da década de 1980.
foto: reprodução
Dia: de terça à domingo
Horário: das 11h às 20h
Local: Instituto Tomie Ohtake – Mezanino, R. Coropés, 88 - Pinheiros
Preços: Grátis
Teatro
It On It
De Daniel MacIvor. O
imperdível drama volta na Mostra Daniel MacIvor, formada por três espetáculos
da Cia. dos Atores criados em cima de textos do autor canadense. Sob a direção
de Enrique Diaz, a montagem traz uma narrativa em três planos — o presente, o
passado e a ficção, no caso, uma peça. Emílio de Mello e o próprio Diaz
(substituindo Fernando Eiras) se revezam em dez personagens. Primeiro, eles são
dois homens discutindo como levar um texto ao palco. A seguir, vem o
espetáculo, sobre separação e morte. O ciclo se fecha com a exposição das
questões pessoais da dupla, que reconstitui uma relação amorosa. Ao servir-se
só da iluminação e de duas cadeiras, o diretor busca o mínimo e leva o máximo
ao palco, em diálogos repletos de humor, ironia e lirismo.
foto: reprodução
Dia: até o dia
29/07
Horário: Sexta e sábado, 21h;
domingo, 19h.
Local: Teatro Alfredo Mesquita, rua Avenida Santos
Dumont, 1770
Preços: Grátis. Os
ingressos são distribuídos uma hora antes.
Censura: 16 anos
Circo dos Sonhos
Mais de 40 artistas se
aventuram no universo do circo. Realizam peripécias com malabares, acrobacias,
contorção, trapézio, show com palhaços e magia.
foto: reprodução
Dia: todos os sábados
Horário: 16h, 18h e 20h30.
domingo: 10h30, 16h, 18h e 20h30. Local: Academia Brasileira de Circo, Av.
Nicolas Boer, 120 - Parque Industrial Tomás Edson
Preços: Ingresso: R$ 25 e R$
30. Camarote: R$ 150 (p/ quatro pessoas).
Gênero: Circo
Cinema
Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
foto: reprodução
Passaram-se oito anos desde
que Batman desapareceu na noite, e naquele instante passou de herói a vilão. Ao
assumir a culpa pela morte do promotor Harvey Dent, o Cavaleiro das Trevas
sacrificou tudo o que era importante para ele. Agora, ele terá de lidar com a
chegada um ladrão muito esperto e misterioso. Muito mais perigoso, no entanto,
é o aparecimento de Bane, um terrorista mascarado, cujo plano é tirar Bruce
desse exílio auto-imposto.
Elenco: Christian Bale, Tom Hardy,
Michael Caine, Morgan Freeman, Gary Oldman, Anne Hathaway, Joseph
Gordon-Levitt, Marion Cotillard.
Gênero: Ação
Local: Cinemark Brasil
Chernobyl
foto: reprodução
O filme conta a história de um grupo de
jovens que, ao buscar um pouco de emoção durante as férias, viaja para o Leste
Europeu, mais precisamente à cidade de Pripyat, abandonada após o holocausto de
Chernobyl, ocorrido em 1986. Lá, eles percebem, tarde demais, que seres
desumanos escondem-se na escuridão.
Desde os tempos antigos, as histórias de
batalhas épicas e lendas místicas foram passadas através das gerações pelas
montanhosas e misteriosas Terras Altas da Escócia. Em Valente, um conto de
fadas se une à uma sombria jornada quando a corajosa Merida confronta os seus
costumes, o destino e o mais feroz dos animais.
Elenco: Vozes de Kelly Macdonald, Emma Thompson, Billy Connolly, Kevin McKidd,
Robbie Coltrane
Quem
nunca assistiu um desenho animado e se identificou com o protagonista? Quem
nunca pensou em se transportar para um universo irreal, para se tornar um
personagem de alguma ficção? Mais comum do que se parece, esses são pensamentos
que não se restringem a vida de uma criança. Cada vez mais presentes, os
otakus, como são chamados, alimentam suas paixões por esse lado da cultura
japonesa, que não esconde o fascínio que os animes (animação japonesa), mangás
e games podem proporcionar à uma pessoa. Talvez por isso a escolha do termo otaku,
que, em japonês, quer dizer fanático, mas que foi resignificado, usado, então,
para rotular esses fãs da cultura
nipônica.
Dispersados,
os otakus parecem se mostrar um grupo “silencioso”, isso porque são poucos os
momentos propícios para que eles possam demonstrar toda sua energia e presença.
São em eventos, que, atualmente, tornam-se cada vez maiores, que eles têm total
liberdade para se mostrar, deixando claro a força que a cultura japonesa tem,
especialmente, no Brasil.
O
Anime Friends, evento que ocorreu do dia 5 a 15 de julho, na Faculdade
Cantareira, é, quem sabe, o melhor exemplo dessa força, que não pode ser
contestada quando se pensa na magnitude do evento – só no ultimo dia, eram
esperadas mais de 40 mil pessoas. O Anime Friends reuniu tudo que essa grande
quantidade de fãs da cultura japonesa precisava. Ícone, o evento atraiu mais de
270 caravanas e contou com inúmeros shows, salas tematicas, estandes,
dubladores e até mesmo o famoso Paul Zaloon, que ficou conhecido pelo seu papel
como cientista de O Mundo de
Beakman. “Essa foi a primeira vez que fui ao Anime Friends e preciso dizer
que foi um dos melhores dias da minha vida. Havia muitos estandes e salas,
realmente muito divertido. Só posso dizer que valeu a pena”, contou Ricardo
Giantomaso, 19 anos.
Lotação no última dia de evento
Talvez
a principal atração de todo o evento seja os famosos Cosplays – palavra que vem
da junção decostume(traje/fantasia)
eplay/ roleplay (brincadeira, interpretação). O cosplay é um hobby
que consiste em fantasiar-se de personagens, em geral, de quadrinhos, games e
desenhos animados japoneses. Dominando a Faculdade, os cosplayers (aquele que
faz cosplay) eram mais do que convidados – eram parte indispensável do
evento. “Posso até ter visto menos
cosplayers do que ano passado, mas com certeza vejo cosplays melhores, mais bem
feitos e planejados” – comentou Carla, 17 anos. E nem o frio foi capaz de atrapalhar
esses fãs que demonstravam sua paixão da forma mais aparente possível –
literalmente, se vestindo como o personagem. “Fazer cosplay foi algo
inovador para mim”, continuou Ricardo. “Sempre via fotos e sempre tive vontade,
mas só agora pude concretizar meu sonho e fiz o meu cosplay do Sanji (One
Piece). Foi algo totalmente diferente. Nos eventos anteriores eu simplesmente
achava que quem fazia cosplay era a estrela do evento, e dessa vez eu me senti
a estrela... Encarnei o personagem, e tentei agir igual ao mesmo. Então, para
mim, fazer cosplay significa mais do que apenas se fantasiar, significa admirar
o personagem”.
Fotos: Reprodução
Nisso,
Aline Hirata concorda: “Pra mim, fazer cosplay é quase como um trabalho,
principalmente no meu ultimo cosplay, que abriu as portar para participar de um
programa de TV, algumas entrevistas e conhecer gente do alto escalão dos
eventos. Mas acima de tudo, acho que fazer cosplay é poder se transformar por
um dia naquele personagem”. E Guilherme Motta, 16, vai mais
além: “Fazer cosplay me faz, por um momento, esquecer do mundo sem graça em que
vivo. É com cosplay que faço o que realmente gosto”.
Além
dos cosplays, todos são unanimes ao dizer que Beakman era uma das atrações mais
esperadas esse ano. Vestido a carater (avental verde e peruca de cabelo
espetado), Paul Zaloon fez alguns números de ciência, assim como acontecia em
seu programa televisivo. Emocionando a plateia – algumas pessoas choravam antes
mesmo dele entrar no palco – o ator contou um pouco de sua vida e carreira.
"É o emprego mais legal que eu já tive. Ríamos o dia inteiro”, chegou a
comentar. Ainda completou falando que não se cansava de ouvir histórias de jovens
que se tornaram cientistas por causa de seu programa. Com um carísma
inenarravel, Zaloon deixou o palco com uma ovação e ainda distribuiu autografos
e fotos para fãs de todas as idades.
A única reclamação recorrente
foi em relação ao preço dos ingressos. Principalmente quando se pensava no
ultimo final de semana, em que a entrada chegou a custar 45 reais. “O preço
dos ingressos estava meio caro, muita gente deixou de ir por causa disso”,
colocou Ricardo. Ainda falou-se na lotação, que inegavelmente ocorreu, mas que,
nem assim, foi capaz de tirar a alegria do evento.
Encantadora.
Marilyn Monroe era delicada, atraente, bela, deixava todos a seus pés pela sua
magnífica beleza e graça, mas era frágil. Enquanto produções que homenageiam a
estrela optam por mostrar seu lado forte de mulher determinada e autoconfiante,
e outras preocupam-se em evidenciar seu lado perturbado, como sua relação com
as pílulas, poucas conseguem retratar a mulher frágil e sensível que era
Marilyn, e como sofria – muitas vezes demais – pela cobrança de atuar, ser uma
atriz perfeita e, muitas vezes o que parecia ser o mais importante, se manter
sempre sexy.
Cinquenta anos
após a sua morte, Mrs. Monroe ainda impressiona e atraí a todos. Sabendo sempre
como e quando usar sua graça e glamour, Marilyn conquistou Hollywood e públicos
diferentes. Ser Marilyn Monroe é um desejo de muitas mulheres, que veem na
estrela um ícone de confiança. Confiança que Marilyn perseguia e desejava, conforme
procurava o homem que a confortasse e gostasse de sua pessoa e não de suas
personagens.
Foto: Reprodução
“Sete dias com
Marilyn”, longa do diretor Simon Curtis baseado na obra de Colin Curtis, mostra
a delicada e sensível Monroe (interpretada por Michelle Williams), que precisa
de incentivo e declarações apreciativas sobre sua pessoa e seu trabalho para
seguir firme e confiante. Com cenas de Marilyn constantemente esquecendo suas
falas, e não conseguindo entender sua personagem, o longa se permite mostrar
uma atriz difícil de lidar e conquistar, que não acreditava em seu potencial,
mas que quando finalmente conseguia gravar, por mais que não tenha sido
excelente, ficava esplêndida na tela, e sua graça impedia os espectadores de
olharem para outra pessoa que não ela.
Em direção
contrária, a série SMASH mostra os ensaios, produção e disputa pelo papel
principal de uma futura peça da Broadway, baseada nos passos de Norma Jean à
Marilyn Monroe. Karen Cartwright (interpretada por Katharine McPhee)
e Ivy Lynn (Megan Hilty) são as duas
personagens principais que fariam de tudo para conseguir dar vida a Mrs. Monroe.
Com músicas e coreografias originais e contagiantes, a Marilyn que Ivy
constantemente se espelha é justamente a poderosa, a loira fatal e independente
que tem tudo e todos a seus pés.
A série, muito
bem recebida pela crítica e com um elenco com nomes como Debra Messing e
Anjelica Huston teve sua segunda temporada confirmada, provando o poder do
“fenômeno Monroe”.
Foto: Júlia Paolieri
No começo
desse ano a Cinemateca da cidade de São Paulo recebeu e exposição “Quero ser
Marilyn Monroe”. Com fotos da diva, frases memoráveis e glamour, a exposição
recebeu diversos visitantes, todos com câmeras, preparados e esperando pela
chance de tirar fotos de obras como a “Marilyn Monroe” de Andy Warhol.
Homenagens à
estrela são muitas e nunca parecem ser suficientes. O site http://fanmosaics.com/ prepara um mosaico com
fotos de fãs de Marilyn Monroe para ser divulgado ainda esse ano, como tributo
ao 50º ano de sua morte. Aqueles interessados em mandar suas fotos para
participarem do mosaico e homenagearem a grande figura feminina devem entrar no
site e clicar no link “Marilyn Monroe – Now Open” para fazerem upload de uma
foto pessoal.
Marilyn Monroe
batalhou para ser a garota e mulher que todos queriam que ela fosse. Com muita
frustração e insegurança, a loira conseguiu que tivéssemos essa imagem de forte
e independente, e a maior homenagem é mostrar que mesmo 50 anos após sua morte,
são muitas as mulheres que ainda querem ser como ela.
Às vezes me pergunto porque a gente complica tanto as coisas.
Quer dizer... é só observar à nossa volta para perceber a quantidade de
futilidade que necessitamos - é, não é nem questão de precisar. Maquiagem,
colares, relógios, brincos, uma centena de roupas, milhares de bolsas e
incontáveis pares de sapatos. Além do carro maior do que o necessário, só para nos trazer prestígio social.
Surpreende-me como nós - claro que estou incluída - damos tanta atenção para a
opinião dos outros, deixando de lado questões que são muito mais importantes.
E, com isso, adquirimos uma montanha de objetos que muitas vezes nem nos
agradam. Escolhemos a moda, mas, convenhamos, ela nem sempre está certa.
Seguimos o que a mídia dita, entretanto esquecemos que temos nossos próprios
gostos e que deles não deveríamos discordar nunca. Queremos tanto agradar os
outros, que nos perdemos e, nessa perda, julgamos nossas próprias qualidades
como defeitos.
Porque,
agora, ter cabelo encaracolado é o mesmo que ter cabelo "ruim". Ser
um pouco mais gordinha nos tira a beleza, e não ter um Ipod nos deixa fora da
sociedade. Como já disse, futilidades... Mas a pressão é tanta que nos fez a
todos adquirirem chapinhas, usarmos saltos e entrarmos em dietas malucas. Até o
mais pobre desfila com um celular do ultimo modelo, que paga em quarenta
prestações, mesmo sem ter dinheiro para comprar o sustento do dia...
É isso
que me incomoda, a ponto de me fazer escrever. Essa ironia da cidade, tão
presente em nossas vidas que até se torna banal. Acostumamo-nos, mas não
deveríamos... Aceitamos, quando deveríamos discordar. Mas o medo de sermos
taxados como rebeldes nos impede, fazendo-nos compactuar com um estereótipo
social com que, francamente, deveríamos repulsar.