segunda-feira, 23 de julho de 2012

Rehab sem fim: um ano sem Amy Winehouse

Por Bruna Mello

foto: reprodução
        E nesta segunda feira, dia 23 de julho, completa um ano da morte da “nova” diva do soul jazz: Amy Winehouse. Mesmo com a morte precoce e assustadora, Amy ainda é uma das artistas que mais vende discos no mundo. O álbum “Back To Black”, de 2006, é um dos 100 discos mais vendidos no Reino Unido, sendo o segundo disco mais vendido do século 21, perdendo para a conterrânea Adele, com o álbum “21”. O que comprova que Winehouse ainda está viva nos ouvidos de muitos fãs e admiradores.
         Com uma carreira curta e conturbada, Amy possui grandes influências de jazz, pois seu pai, o taxista Mitchell Winehouse, que sempre foi um fã do estilo (e extremamente ligado a filha). Com nove anos seus pais se separaram e ela iniciou suas atividades musicais em algumas escolas de artes particulares. Em sua adolescência começou a compor suas próprias músicas, e com 16 anos grava suas primeiras demos. Foi nessa época que também começou seu contato com as drogas.

         Pode-se dizer que grande parte de suas músicas foram dedicadas ao seu grande amor: o barraqueiro Blake Fielder – tanto que Amy tatuou a palavra “Blake’s” acompanhada de um objeto sobre o seio esquerdo, que significa que ela era da posse do ex marido – contribuindo com diversos escândalos sobre sua vida pessoal, influenciando em sua carreira como a prisão de Blake, o divórcio dos dois, a prisão por porte de drogas da cantora e as diversas idas às clínicas de reabilitação para tratar do vício contra as drogas.
Amy e Blake Fielder / foto: reprodução
         Seu relacionamento com Blake de idas e vindas também estava ligado com as drogas. Com o extremo envolvimento com o álcool e as drogas, Winehouse começa a cometer gafes em seus shows como esquecer as letras, atrasos para o começo dos concertos, não conseguir alcançar notas que muitas vezes não eram tão difíceis para quem sempre cantou com facilidade, usar drogas no meio das apresentações, cair no palco, entre outras fatalidades. Obviamente gerou muitas vaias do público que pagava para ver um show completo e com uma Amy sóbria, entretanto, se deparavam com a instabilidade da artista.

         Em 2009 muitos brasileiros tiveram a oportunidade de ver a senhorita Winehouse em cinco shows no Brasil. Mesmo não sendo shows como os realizados em outros países na época do auge de Amy, ela parecia estar feliz e não tiveram grandes decepções. No mesmo ano, em julho, ela foi encontrada morta em sua casa no bairro de Candem, em Londres. A causa da morte foi descoberta depois de meses, alegando que decorreu de um consumo abusivo de álcool após um período de abstinência. Amy foi um dos artistas que morreram aos 27 anos como Kurt Cobain, do Nirvana, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, entre outros.

                                                   Rehab - Live in London
         Desde então, diversas homenagens de artistas foram feitas a cantora e um álbum póstumo foi lançado com uma versão de “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim, no álbum. Mesmo com tantas barbáries de sua vida pessoal atravessando a sua carreira musical, Amy deixou um vasto material produzido e que continua fazendo sucesso e encantando os amados da soul music com os sucessos “Rehab”, “You Know I’m no Good”, “Valerie”, “Tears Dry On Their Own”, entre outros. Com certeza Amy Winehouse se tornou um ícone que deve ser lembrado pelo talento musical e sua contribuição à música.
 
Um ano sem Amy Winehouse / foto:reprodução

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