quarta-feira, 5 de setembro de 2012

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domingo, 2 de setembro de 2012

Levante a Voz!

Por Julia Teixeira


Quem nunca sonhou em entrar para o ramo musical quando criança que atire a primeira pedra. Toda menina sonha em ser uma popstar famosa, assim como a maioria dos garotos se imagina como o galã do momento. Com a chegada dos denominados “programas de calouros”, os mais talentosos perceberam que seus sonhos poderiam se tornar realidade e, com o tempo, mais e mais reality shows musicais foram aparecendo, se tornando uma mania mundial. 
Cada ganhador de fenômenos televisivos como Americal Idol (em português, Ídolo Americano), The X-Factor (Fator X) e The Voice (A Voz) vê sua vida mudar em meses, sendo reconhecido por seu país e até pelo mundo afora, por um bom tempo. Isso tudo, claro, se souber administrar sua carreira e como deslanchar corretamente. Kelly Clarkson, ganhadora da primeira temporada de American Idol no ano de 2002, é um forte exemplo disso. A cantora continua fazendo sucesso até hoje, com músicas tanto de seu primeiro CD após a vitória como “Because of You” quanto com “singles” mais novos como “Stronger (What Doesn’t Kill You)”. E a lista de músicos de sucesso atualmente que ganharam programas como este não para por aí, ainda com nomes como Jordin Sparks, Leona Lewis e Adam Lambert. 


Kelly Clarkson na estréia de American Idol em 2002
Um fato muito interessante e perceptível aqui mesmo, nessa matéria, é que, no Brasil, não é bem assim que acontece. Para começo de conversa, o país não possui muitos “programas de calouros”, limitando-se a dois mais famosos, que são o “Jovens Talentos”, um quadro do programa Raul Gil no canal televisivo SBT, e o Ídolos, versão brasileira de American Idol exibida na Rede Record. Ao contrário do que muita gente deve pensar, esses programas musicais têm muita procura por parte dos brasileiros (de todas as idades e qualidades também), com milhares de inscritos em todas as temporadas. Enquanto os candidatos que não possuem muito preparo utilizam o programa somente para “chamar a atenção” na mídia, os concorrentes mais fortes passam por uma rigorosa seleção para ingressar na competição. O ganhador, semelhante aos Estados Unidos, consegue um contrato com uma gravadora, mas, logo após seus “15 minutos de fama”, desaparece dos meios midiáticos, fazendo com que o público não se lembre mais que ele existe. A pergunta que não quer calar é: Porquê? 

Saulo Roston, vencedor da quarta temporada de Ídolos em 2009
Várias hipóteses me vem a cabeça, como o fato de eles precisarem de tempo para montar o começo de uma carreira, o que inclui a necessidade de sair um pouco dos holofotes para a produção do primeiro álbum de trabalho. Porém, essa teoria vem abaixo quando se vê que os “novos ídolos” americanos também precisam fazer essas coisas e nem por isso saem de circulação, pelo contrário, criam sites e perfis em redes sociais para divulgar seu trabalho e manter os fãs curiosos com o que vem pela frente. Um dos pensamentos que me parece mais plausível é o de que os americanos possuem mais recursos que os brasileiros para usufruir no “pós-programa”, fase que engloba assinar contrato com uma gravadora, gravar um disco, divulgar o trabalho com turnês e apresentações em outros veículos entre outros. Se isso for realmente verdade, poderia se investir mais dinheiro nesse ramo que vem crescendo tanto mundialmente, inclusive por parte dos meios midiáticos (como os canais televisivos, por exemplo). Este investimento só faria com que o Brasil cresça mais, tanto economica como culturalmente.