quarta-feira, 4 de julho de 2012

Entretenimento ≠ Passatempo

por Gabriella Justo

Foto Reprodução
         Falar bem de reality shows é uma tarefa difícil quando o que vem a nossa cabeça ao ouvir essa palavra é Big Brother e A Fazenda. Programas como esses acabam muitas vezes se tornando apelativos para poderem atrair audiência e por sua vez se tornam banais.  Já não é surpresa para ninguém o que as próximas edições mostrarão; mulheres e homens com os estereótipos considerados os corretos, muitas festas, brigas, “romances”...
         Porém, existem alguns poucos realities, que quase não são divulgados, que além de divertirem, conseguem nos acrescentar alguma coisa. Alguns procuram retratar culturas diferentes; outros tentam conscientizar as pessoas sobre assuntos que estão em alta, como por exemplo, o meio ambiente; há também aqueles que tentam auxiliar as pessoas a lidar com as diferenças dos outros. É exatamente sobre esses que vou falar um pouquinho.
Cena do Reality Show "Amazônia" - Foto Reprodução
         No começo desse ano, me chamou atenção um programa, chamado Amazônia, que era apresentado pelo Victor Fasano. O programa transmitido pela Record era um reality show na floresta, cujo objetivo principal era a conscientização sobre os problemas pelos quais o meio ambiente tem passado. Havia 12 personalidades que competiam pelo prêmio de R$ 1 milhão, porém, diferentemente dos outros realities, todos os competidores jogariam até a final, onde descobririam o vencedor. Além disso, o prêmio seria dividido entre o vencedor e as entidades Amazonastur e Fundação Amazônia Sustentável. Outro ponto bacana do programa foi o fato de eles terem mostrado um pouco da cultura de algumas tribos indígenas e as dificuldades por quais eles passam.
Cena do Reality Show "Perdidos na Tribo" - Foto Reprodução
         Outro programa muito legal foi o docu-reality Perdidos na Tribo, exibido pela Band e apresentado por Débora Vilalba (repórter do programa A Liga). Este abordou as diferenças culturais entre famílias brasileiras e algumas tribos primitivas ao redor do mundo. Três famílias foram selecionadas e durante 21 dias viveram em meio a essas tribos. O choque cultural foi grandíssimo. Costumes do cotidiano, como por exemplo um simples banho, tiveram que ser deixados de lado e novos hábitos foram incorporados na rotina. No final de cada semana uma reunião era feita, e nela os chefes das tribos diziam aquilo de errado que havia acontecido e aplicavam castigos. O objetivo era no final conseguir se tornar um membro da tribo. O programa foi uma adaptação de um sucesso internacional, já exibido na Bélgica, Alemanha, Espanha, Portugal, Holanda, Noruega, Nova Zelândia e Austrália, chamado “Ticket To The Tribes”.
         Esses programas comprovam que pode sim haver realities que mixam entretenimento com conteúdo, sem necessariamente serem chatos e bobinhos. Porém, eles infelizmente são pouco divulgados, o que faz com que as grandes emissoras os deixem de lado, já que não dão lucro, e deem continuidade aos que pouco nos acrescentam.


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