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| Primeira partida de futebol no Brasil (foto: reprodução) |
por: Júlia Paolieri
Coisas do futebol. Quando Charles Miller trouxe o futebol para o Brasil, após período de estudos na Inglaterra, certamente explicou o objetivo do jogo aos primeiros interessados pelo novo esporte: chutar a bola entre as três traves que formavam o gol e “aquele que mais gols marcasse, sairia vencedor”.
Naquela época de início de futebol, essa regra realmente foi seguida à risca. Os jogos terminavam com sonoras goleadas, e a cada partida via-se um espetáculo de tentativas de chute ao gol, o jogo sempre no ataque. Mas aí, vieram os técnicos com estratégias mirabolantes, criando esquemas solidários que pretendiam exatamente o oposto de Miller: não sofrer gols.
Líberos, cinco volantes no meio de campo e um atacante. “No futebol moderno todo mundo tem que ajudar na marcação do adversário”.
E os gols minguaram a tal ponto que hoje times sagram-se campeões às custas de suas defesas e não de seus ataques. E nós, torcedores, sofremos em jogos quando torcemos para perder de pouco enquanto visitantes e depois ganhar de 1x0 em casa. O time mais ousado e com melhor artilharia perde o campeonato para aquele que joga para defender-se e simplesmente não atacar, que vence com um gol em lance fortuito e atua impedindo o adversário de jogar, ganhando a fama de futebol coletivo.
São muitos os torcedores e técnicos que defendem o modo de jogar de seu time insistindo que esse não se assemelha à essa "nova" técnica. No entanto, é visível que cada vez mais times grandes e pequenos adotam esse método, pois se os campeões vencem assim, talvez desse modo também eles consigam.
São muitos os torcedores e técnicos que defendem o modo de jogar de seu time insistindo que esse não se assemelha à essa "nova" técnica. No entanto, é visível que cada vez mais times grandes e pequenos adotam esse método, pois se os campeões vencem assim, talvez desse modo também eles consigam.
Ora, coletivo o esporte é. Mas, coletivo em busca do gol que é o objetivo do futebol. Barcelona na Espanha e o Santos FC no Brasil são exemplos do coletivo em busca do gol. Muitos gols para encantar torcedores de todas as torcidas, é isso que nós torcedores esperamos, que os treinadores digam aos seus jogadores: “gente, o jogo acaba com um vencedor”. E o vencedor é quem marca mais gols, quem joga o futebol por sua graça original, e não o contrário.

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