segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Brilhantismo masculino na Ginástica Artística

por: Júlia Paolieri

Londres 2012. Depois de quatro anos as Olimpíadas voltaram para alegria dos telespectadores e apaixonados por esporte, e, talvez, nervoso e ansiedade dos atletas que durante todo esse espaço de tempo treinaram para dar o melhor de si nas competições, mesmo que isso não seja recompensado com medalha.
Zanetti durante a competição em que conquistou o ouro.
(Foto: Reprodução)
            Dentre os muitos brasileiros e as muitas modalidades nas quais o Brasil competiu, talvez a maior conquista até agora tenha sido na Ginástica Artística, onde os ginastas Arthur Zanetti e Sérgio Sasaki surpreenderam e fizeram história. Zanetti que desbancou o Chinês e campeão olímpico e mundial, Yibing Chen nas argolas e pela pontuação de 15.900 (100 pontos a mais) levou a medalha de ouro e teve a tão sonhada oportunidade de ouvir o hino nacional do ponto mais alto do pódio.
            Sérgio Sasaki não teve essa oportunidade, mas não foi por falta de talento. Cravando todas as aterrissagens depois de belas apresentações nos aparelhos como solo, salto, cavalo, barra fixa, paralelas e argolas pela competição individual geral, o brasileiro conseguiu colocar seu nome no 10º lugar dos melhores ginastas masculinos. Sasaki foi o primeiro ginasta brasileiro que conseguiu levar o país a uma final geral.

            Os ginastas brasileiros conseguiram mostrar que não estão de moleza, e que nas próximas Olimpíadas ainda ouviremos muito deles. Mas de modo geral é a Ginástica Artística masculina tem mostrado sua competência e precisão.
            Embora seja um debate velho e passado, e muitos ainda insistam em afirmar que essa modalidade deveria ter competidoras somente do sexo feminino, os homens provaram que podem, sim executar movimentos de extrema delicadeza com precisão muitas vezes em nível superior ao das atletas femininas, mesmo sabendo que alguns aparelhos são diferentes.
             O japonês Kohei Uchimura, vice-campeão olímpico, que levou o primeiro lugar na mesma modalidade de Sasaki é um exemplo de precisão e suavidade em cada um de seus movimentos. Seja no cavalo, no solo, nas barras paralelas, o japonês três vezes campeão do mundo pareceu surpreso com suas altas notas e níveis de dificuldade.
             A Ginástica Artística tem marcado presença nos Jogos Olímpicos desde 1928, e normalmente, os ingressos para assistir a essa apresentação de perfeição esgotam rápido – embora em Londres, alguns esportes tenham encontrado dificuldades para lotar os estádios.
Os ginastas que praticam por anos a fim de melhorar suas habilidades e de estarem perfeitos e impecáveis nas acrobacias, onde qualquer erro pode significar uma enorme baixa na nota, no entanto, só recebem relativa visibilidade quando disputam competições como as Olimpíadas, quando são cobrados ao máximo por todos os brasileiros para que conquistem uma medalha, e de preferência a de ouro.
O ginasta Arthur Zanetti declarou em entrevistas que pretende conseguir patrocínio, e ainda que a ginástica no Brasil está sendo incentivada, mas que considera também que o governo e as empresas dos atletas precisam investir ainda mais.
Se isso vai ou não acontecer, o certo é que ficaremos de olho nas competições de Ginástica Artística masculina, com toda a sua competência e respeito que conquistou e merece.
Sasaki um uma de suas saídas perfeitas. (Foto: Reprodução)

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