terça-feira, 28 de agosto de 2012

Mega Rampa 2012, sob os braços do Cristo

por Vanessa Ramos
 

Improvisar, equilibrar, saber cair e levantar


Melhor palco para esportes radicais não há

Skate Big Air ou Mega Rampa pela primeira vez no Rio de Janeiro
 

A modalidade mais radical do skate esta de volta e desta vez com casa nova: O Sambódromo do Rio de Janeiro.

A Mega Rampa foi criada pelo skatista americano Danny Way e aperfeiçoada pelo brasileiro Bob Burnquist.

Em uma rampa de 27 metros de altura o atleta ganha velocidade (que pode chegar a 80 km/h!), em seguida passa voando por um vão de 20 metros de distância, aterrissando em outra pista, e por fim encara um “quarter pipe” de 8 metros de altura.


A Mega Rampa chegou no Brasil em 2008, e este ano, em sua quarta edição o destaque vai para dois garotos americanos Mitchie Brusco (15 anos) e Jagger Eaton (11 anos)

Não entendo ainda se os garotos são mesmo ousados ou ainda não entenderam os riscos da descida. Fato é, que os pequenos mostraram muita técnica e habilidade com o shape.

Dez mil pessoas por dia prestigiaram o evento e faltou ingresso pra quem queria. Atendendo as expectativas o Secretário do Turismo do RJ, Pedro Guimarães, já adiantou que no ano de 2013 as duas arquibancadas do Sambódromo estarão disponíveis.
Rodrigo Molina / Ricosurf.com
A Mega Rampa tem estrutura para se tornar um mega evento alternativo para arrecadar verba fora da temporada,  é uma manobra econômica que reflete no social.
Como afirma o gaúcho Rafael S. Vita (21 anos): A mega rampa nunca será uma decepção, “não há a possibilidade de você prestigiar um evento destes e sair com um vazio. A galera te enche de adrenalina, e os skatistas profissionais sempre trazem manobras inéditas. A principal atração é trazer algo pra pista que ninguém ainda viu, e o mais bacana é que todos aplaudem, até o cara que está empatado com você na geral (pontuação geral) tá vibrando com sua manobra. É uma vibe incrível, só quem ama o shape entende.”
“Moro no Rio há um tempo mas muitos amigos vieram pra cá de outros estados, inclusive meu irmão mais novo, de 14 anos que garanto: não dará paz à família até ganhar um skate.”

 O evento

“A Mega Rampa está para o skatista assim como o Hawai está para o surfista. O perigo e a adrenalina estão em uma função diretamente proporcional” − Afirma Rafael Vita


Logo na primeira tentativa, o australiano Jake Brown apresentou aos expectadores da MegaRampa algo inédito: um 720º (dois giros completos), segurando no skate.


Infelizmente a ousadia de Jake também o leva a abrir mão de alguns equipamentos de segurança, neste final de semana, o atleta sofreu uma das piores quedas na MegaRampa. Entretanto Jake subiu ao pódio e posou irreverente para as fotos recebendo sua premiação de terceiro colocado.

Mitchie Brusco superou Jake por apenas 2 pontos, ficando em segundo lugar com 66,99 pts.


Bob Burnquist é tetra! 
 
Como já era de se esperar, o primeiro lugar na final do skate ficou com A lenda: Bob Burnquist, que conquistou com 85,33 pontos.

Bob é mais do que uma lenda ele é a própria história do skate no Brasil. O cara mora na Califórnia e é o único no mundo a ter uma Mega Rampa no quintal de casa, literalmente, a pista está montada dentro do seu terreno e esta disponível para treinamento.

Já o pequeno e corajoso Jagger Eaton, conquistou a quarta colocação com 57,33 pontos. O americano Elliot Sloan, surpresa na edição do ano passado, conquistou a quinta colocação (51,99 pts. O skatista brasuca Lincoln Ueda ficou em sexto lugar, com 46,66.
 
Tendo sido a MegaRampa o sucesso que até fizera político prometer mais estrutura no evento seguinte,

Será que com a divulgação e repercussão de eventos como a MegaRampa, esportes como o skate deixarão de ser marginalizados?

Ou quem sabe seja a marginalização que faça desta tribo tão única e unida?
 
Salve galera.

 

 

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