Confesso que pensei duas vezes antes de comprar o
ingresso para a estréia da versão brasileira de “Fame”. O motivo? A produção é
baseada em um seriado da televisão americana que estourou na década de 80. Seu
sucesso foi tanto que a história foi transformada em um longa-metragem ainda em
1980, em uma montagem teatral que entrou em cartaz no ano de 1988 (e continua
circulando pelo mundo até hoje) e em outro filme em 2009. Com toda essa bagagem
trazida com a história do musical, não tem como não ficar temeroso.
No
momento em que o espetáculo teve seu início, tudo mudou. Ao examinar o cenário
atentamente, vemos que suas estruturas de ferro cercadas por vidro e divididas
como se fossem caixas com escadas para ligar uma a outra não são muito
complexas, mas, no instante em que aparecem as plataformas do chão e da parte
de trás do palco, tudo muda de figura. Não se torna complexo, mas ganha seu
encanto, ainda mais quando uma grande parede de escuros espelhos surge para as
“aulas de balé”.
(fonte: Flávio Seixlack/G1)
O elenco desta peça é composto por 33 pessoas e
bastante diversificado, com nomes como os globais Klebber Toledo (participou da
novela “Morde e Assopra”) e Paloma Bernardi (atuou em “Viver a Vida”) e a VJ da
MTV MariMoon. É a primeira vez em que Klebber e Paloma cantam em cena, e ambos
se saíram bem. Novos atores também se destacam na encenação, mostrando que não
vieram para brincadeira com suas potentes vozes e seus personagens bem
incorporados, além de sua forte dança.
(fonte: Leandro Moraes/UOL)
O
enredo se passa na New York High School of Performing Arts, na qual um
grupo de jovens ingressa para uma formação de quatro anos em busca de seus
sonhos. No meio de sua jornada, como todo adolescente, eles enfrentam problemas
e questionamentos uma boa parte do tempo, mas nada os faz desistir. Assim como
nos dias de hoje, paixão, frustrações, dedicação e ambições são temas presentes
na produção, dando a esta um forte caráter atual. Não é a toa que os próprios
atores também são jovens e estão correndo atrás do que querem. Tanto a história
como a própria montagem do musical podem (e vão) acabar inspirando muitos
outros “pequenos astros”, que também lutarão para terem seus nomes lembrados
(como diz a música-tema desta “peça-show”), assim como nosso país, que
mostrou com este espetáculo que não “veio a passeio” em termos de “fama”
musical.


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