quinta-feira, 17 de maio de 2012

“Baby, Remember My Name!”

Por Julia Teixeira

         Confesso que pensei duas vezes antes de comprar o ingresso para a estréia da versão brasileira de “Fame”. O motivo? A produção é baseada em um seriado da televisão americana que estourou na década de 80. Seu sucesso foi tanto que a história foi transformada em um longa-metragem ainda em 1980, em uma montagem teatral que entrou em cartaz no ano de 1988 (e continua circulando pelo mundo até hoje) e em outro filme em 2009. Com toda essa bagagem trazida com a história do musical, não tem como não ficar temeroso.
         No momento em que o espetáculo teve seu início, tudo mudou. Ao examinar o cenário atentamente, vemos que suas estruturas de ferro cercadas por vidro e divididas como se fossem caixas com escadas para ligar uma a outra não são muito complexas, mas, no instante em que aparecem as plataformas do chão e da parte de trás do palco, tudo muda de figura. Não se torna complexo, mas ganha seu encanto, ainda mais quando uma grande parede de escuros espelhos surge para as “aulas de balé”.
                                 (fonte: Flávio Seixlack/G1)
         O elenco desta peça é composto por 33 pessoas e bastante diversificado, com nomes como os globais Klebber Toledo (participou da novela “Morde e Assopra”) e Paloma Bernardi (atuou em “Viver a Vida”) e a VJ da MTV MariMoon. É a primeira vez em que Klebber e Paloma cantam em cena, e ambos se saíram bem. Novos atores também se destacam na encenação, mostrando que não vieram para brincadeira com suas potentes vozes e seus personagens bem incorporados, além de sua forte dança.
                                 (fonte: Leandro Moraes/UOL)   
         O enredo se passa na New York High School of Performing Arts, na qual um grupo de jovens ingressa para uma formação de quatro anos em busca de seus sonhos. No meio de sua jornada, como todo adolescente, eles enfrentam problemas e questionamentos uma boa parte do tempo, mas nada os faz desistir. Assim como nos dias de hoje, paixão, frustrações, dedicação e ambições são temas presentes na produção, dando a esta um forte caráter atual. Não é a toa que os próprios atores também são jovens e estão correndo atrás do que querem. Tanto a história como a própria montagem do musical podem (e vão) acabar inspirando muitos outros “pequenos astros”, que também lutarão para terem seus nomes lembrados (como diz a música-tema desta “peça-show”), assim como nosso país, que mostrou com este espetáculo que não “veio a passeio” em termos de “fama” musical.                                

Nenhum comentário:

Postar um comentário