Por
Thaís Folgosi
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| Palácio do Festival em 2012 |
Cannes é um balneário francês, na
famosa Costa Azul, e é mundialmente conhecido por promover um festival de
cinema (que leva seu nome), todos os anos em maio (desde 1943) que dura doze
dias. De fato, está entre os festivais mais prestigiados do gênero, pois participam
filmes de arte e estrangeiros que não têm grande projeção.
Ultimamente, o festival está abrindo
espaço para filmes norte-americanos de entretenimento, como se verifica na
estréia de Madagascar 3, neste ano, e de Kung Fu Panda 2, no ano passado. Entretanto,
Cannes ainda representa a excelência do cinema, ao exibir filmes de alta
qualidade, que trazem alguma reflexão, e tratam de temas não comuns àqueles de
entretenimento, ou até lidam com tais assuntos, mas de uma forma original e
diversa. A preciosidade deste evento é o prestígio que conserva, principalmente
por ser uma projeção para novos cineastas e atores, que podem estar em filmes
de pequeno orçamento e que sem a oportunidade de estarem em Cannes não teriam
tal visibilidade. Outra qualidade do festival é dar a oportunidade a muitos
filmes, que não têm um estúdio de cinema bancando os custos do orçamento etc., de
serem exibidos, assim as produtoras podem se interessar por eles e
posteriormente, tais filmes podem ganhar uma distribuição, isto é, apresentar
uma película neste festival é um chamariz para todos.
Cannes e o cinema nacional compartilham uma relação, a exemplo disto, o brasileiro Anselmo Duarte figura entre os grandes cineastas que já venceram a almejada Palma de Ouro (prêmio principal que representa melhor filme), por "O Pagador de Promessas", em 1962. Há também outros prêmios, e não menos importantes, como melhor diretor, atriz ou ator. As atrizes, Fernanda Montenegro e Sandra Coverloni, também já venceram a categoria melhor atuação feminina, respectivamente, em 1986, por "Eu Sei Que Vou Te Amar" e em 2008, por "Linha de Passe". Além do principal representante do Cinema Novo (movimento cinematográfico brasileiro reconhecido pela sua temática social), Glauber Rocha, ter vencido melhor direção por "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro".
Cannes e o cinema nacional compartilham uma relação, a exemplo disto, o brasileiro Anselmo Duarte figura entre os grandes cineastas que já venceram a almejada Palma de Ouro (prêmio principal que representa melhor filme), por "O Pagador de Promessas", em 1962. Há também outros prêmios, e não menos importantes, como melhor diretor, atriz ou ator. As atrizes, Fernanda Montenegro e Sandra Coverloni, também já venceram a categoria melhor atuação feminina, respectivamente, em 1986, por "Eu Sei Que Vou Te Amar" e em 2008, por "Linha de Passe". Além do principal representante do Cinema Novo (movimento cinematográfico brasileiro reconhecido pela sua temática social), Glauber Rocha, ter vencido melhor direção por "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro".
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(Da esq. para a dir.) Salles e o elenco do filme
"Na Estrada": Kirsten Dunst, Sam Riley,
Kristen Stewart, o cineasta e Garrett Hedlund.
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Este
ano, na 65ª edição do festival, o Brasil foi representado pelo cineasta carioca
Walter Salles, com o filme "Na Estrada", baseado no livro
transgressor "On The Road" de Jack Kerouac. O elenco é majoritariamente
nascido no Hemisfério Norte, com exceção da brasileira Alice Braga. Salles, e
tampouco seu filme, venceu, mas não é a primeira vez que o diretor concorre,
já participou com as películas "Linha de Passe" e "Diários de
Motocicleta".
Além disso, nesta edição, o Brasil foi homenageado com uma
sessão especial de filmes nacionais, como "Xica da Silva" de Cacá Diegues e "Cabra
Marcado Para Morrer" de Eduardo Coutinho. Destaque para a exibição de
"A Música Segundo Tom Jobim" de Nelson Pereira dos Santos, que também recebeu uma festa em sua homenagem.


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