segunda-feira, 28 de maio de 2012

Corre Ayrton, Corre!

Por Julia Teixeira



         Em plena estação República do metrô paulista, eis que nos deparamos com uma intensa realidade das pistas de fórmula um.  Elas possuem um papel fundamental na vida de um dos mais famosos personagens da história brasileira: Ayrton Senna da Silva. A vida do piloto está sendo contada e mostrada de forma um pouco mais aprofundada na exposição interativa Senna Emotion, que acontece do dia 01 de maio ao dia 03 de junho.
                                           (fonte: Julia Teixeira)
         Senna nasceu na cidade de São Paulo no dia 21 de março de 1960, no bairro de Santana, pra onde sempre retornava após suas andanças pelo mundo como piloto. Foi bastante influenciado por seu pai, Sr Milton, grande entusiasta das competições automobilísticas. Iniciou sua carreira no ambiente dos karts, mas logo foi inserido nos carros de fórmula um por conta de seu impressionante talento. Circulava com modelos e personalidades, indo de um simples affair a relações mais duradouras, como, por exemplo, com a apresentadora Xuxa Meneghel e a modelo Adriane Galisteu, com quem estava namorando quando morreu no autódromo de Ímola (Itália), em 01 de maio de 1994.
A mostra é composta de pequenos boxes com textos sobre os momentos mais importantes da vida do piloto, complementados por imagens que ilustram suas várias fases. Instalações e artifícios digitais permitem que o público veja os fatos ao toque de suas próprias mãos. Em um ambiente escuro com focos de luz bem marcados, os espectadores podem vivenciar desde a infância até o auge da carreira do piloto através de fotos familiares, vídeos com trechos dos finais vitoriosos de suas corridas pelo mundo, até objetos pessoais como um de seus macacões usados nas competições, seus capacetes, luvas e o pullover preferido, além dos óculos Ray-Ban, dos relógios e cintos, estes na lista de objetos que o piloto não dispensava em sua esfera privada.

                                (fonte: Julia Teixeira)
                                (fonte: Julia Teixeira)    
Salvo os álbuns de família, onde podemos observá-lo em seu cotidiano familiar descontraído (fazendo a barba, passeando de lancha com seus sobrinhos, praticando esportes, etc.), o mundo privado de Senna recua frente à ênfase dada a sua trajetória heróica. O tricampeonato com as vitórias de 1988, 1990 e 1991, as inúmeras pole positions, com destaque para aquilo que era considerado seu diferencial – correr na chuva. Tudo isso ilustrado com inúmeros depoimentos do próprio, de familiares, de seu treinador (Nuno Cobra) e pessoas ligadas ao meio automobilístico, no qual exercia soberania como “rei da chuva”.
                               (fonte: Julia Teixeira)
O público mergulha no universo apresentado com entusiasmo e sensibilidade, como pude observar numa espectadora ao meu lado, que me passou o fone de ouvido com a recomendação “Escuta isso, veja que incrível, ele ganhou uma corrida com o freio quebrado!”, se referindo a um episódio que serviu como exemplo para todos da força e determinação de Ayrton Senna. Numa de suas frases mais intensas, recortada em fundo vermelho, é o próprio piloto que sintetiza “Correr, competir, eu levo isso no meu sangue. É parte de mim. É parte da minha vida”.
         Com caráter fortemente imersivo, o conceito da exposição pode ser resumido nas palavras encontradas na porta de saída: “Dedicação. Determinação. Orgulho de ser brasileiro. Superação. Perfeição!” Após mergulhar nesse universo “sennico”, heróico e grandioso, o público, através de uma cortina que simula um grid de largada, retorna ao cotidiano urbano depois desse breve, mas intenso pit stop
                                           (fonte: Julia Teixeira)   

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