Por
Thaís Folgosi
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| O artista - Foto: reprodução. |
Amedeo Modigliani morreu aos 35 anos,
em 1920, mas apesar de sua breve vida, deixou um legado único na arte que até
hoje especialistas têm dificuldade em classificar. E para celebrar o ano da
Itália no Brasil (e porque não o próprio artista), chegou a São Paulo, no dia 17
de maio, a exposição "Modigliani: Imagens de uma Vida" no Masp.
A mostra contém 61 obras, e não se
centra apenas em Modigliani, também apresenta as de outros artistas que faziam
parte do círculo de amizade do italiano, como Maverna, Max
Jacob, Léonard Foujita, Moise Kisling, entre outros.
Entre as obras, há esculturas também, e
a presença delas tornam a exposição mais especial, pois é uma arte pouco
desenvolvida por Modigliani por causa de sua frágil saúde que não o permitia (o
pintor nasceu enfermo, e a vida boêmia agravava tal situação). Enfim, suas
esculturas têm influência perceptível da arte primitiva, da África e da Oceania,
que influenciou tantos artistas da época, como outro mestre, o suíço Alberto
Giacometti.
É possível admirar suas mulheres pintadas e seus
olhares que transmitem emoções, segundo a analista jungiana, Ana Maria, de 55
anos, o artista "tem uma força expressiva interessante, ele usa muito olhos
vazados, é possível perceber o tipo de emoção que está na obra, mas sem exagero".
O quadro "Grande Figura Nua Deitada" (1918),
que possui tais características e é reconhecido mundialmente, está presente. Também
é interessante, conhecer as gravuras feitas pelo artista, no início da carreira.
Os textos que acompanham a exposição
são essenciais para compreender sua trajetória, tanto pessoal quanto artística,
e suas influências. Além disso, há um filme que percorre por toda a vida de
Modigliani, e os documentos, cartas e fotos pessoais ajudam a ilustrar o
ambiente em que o artista vivia.
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| "Tetê", Modigliani |
É evidente a importância de Modigliani
entre os outros pintores exibidos, mas a mostra deixa a desejar pelo pequeno
número de obras daquele que leva seu nome. Mas mesmo apresentando poucas obras,
isso não afeta a comoção dos visitantes, como a da argentina de Buenos Aires, Virginia,
que está em São Paulo a passeio, e é contadora do governo, "se tivesse
mais obras seria melhor, mas amei a exposição, pois gosto muito de Modigliani,
e nunca tinha visto suas obras pessoalmente".
De qualquer forma, a visita é válida,
pois ela não trata apenas de Modigliani, como analisa Lorena, comerciante, de
42 anos, "é interessante, ainda mais por não ser só a obra dele, mas a
história da arte e a sua ligação com os outros artistas". Ademais, ver qualquer
obra desse artista já é válido.
A exposição já esteve no Espírito Santo
e no Rio de Janeiro, e em São Paulo se encerra no dia 15 de julho, seguindo
depois para o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.
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| "Grande Figura Nua Deitada" (1918), Modigliani |
A exposição está no andar subsolo do
Masp, e a entrada custa 15 reais, a inteira, e 7 reais, a meia (para
estudantes, professores e aposentados com comprovante); é gratuita para todos nas
terças-feiras, e nos outros dias somente para maiores de 60 e crianças até 10 anos. E funciona de
terça-feira a domingo (e feriado) das 11h às 18h, e de quinta-feira, das 11h às
20h. Para mais informações visite o site do museu: http://masp.art.br



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