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| Foto: Reprodução |
O documentário “Pina”, do premiado
diretor Wim Wenders, para a bailarina alemã Pina Bausch, chega ao Brasil, após
dois meses de estréia no exterior, e já é considerado pelos críticos e artistas
uma experiência “profunda e emocionante”. O filme produzido em tecnologia 3D
mergulha o espectador no mundo intimista das coreografias de Pina Bausch e
encenações dos bailarinos da companhia Wuppertal.
O filme começou a ser produzido no
inicio de 2009, e surgiu como uma idéia conjunta de Pina e o diretor alemão.
Eles chegaram a gravar quatro peças: "Le Sacre
du Printemps" (1975), "Kontakthof"(1978); "Café
Muller" (1978) e "Vollmond"(2006), mas a morte repentina da
bailarina em julho do mesmo ano, transformou a aliança em um tributo
emocionante sobre a arte, criação e a sensibilidade de Bausch.
Wenders conta ter ficado totalmente
atraído pela forte percepção de Pina e no modo como ela era capaz de penetrar
na alma de tudo - principalmente de seus bailarinos.
Sua morte deixou no projeto uma lacuna
imensa, que só pode ser superada após Wenders adotar como método o caminho
utilizado pela própria Pina em seus trabalhos: retirar das
experiências/sensações de seus bailarinos a inspiração para suas criações. “O
filme mostra muito do que era o trabalho dela, ela buscava a identidade de cada
um, fazia com que a dança expressasse o que eles sentiam” – explica a bailarina
Laura Scharanck, que é aluna de um dos ex-estudantes da companhia de Wuppertal.
Condizente com todo o projeto de Pina, o
filme permite total imersão no mundo sensível do balé contemporâneo. O auxilio
da tecnologia 3D – nunca antes utilizado em um filme de arte – colabora para a
sensação de contato e proximidade, fazendo com que espectador sinta-se como se
estivesse no palco, presenciando efetivamente a cada um dos movimentos das
coreografias.
Para a estudante dos cursos de Artes
Cênicas, da Universidade de São Paulo, Giovanna Lima: “O filme ser em 3D fez
toda a diferença, a construção do coro fica mais evidente e o papel do Corifeu
mais vivo, isso é uma coisa que não daria para perceber se o filme fosse em 2D”
– explica a estudante. “Adorei o estilo da Pina, a expressão corporal ficou
muito evidente no filme, muito mais do que a técnica” – completa Giovanna.
Além da encenação dos mais importantes
espetáculos produzidos por Pina, o enredo é costurado por relatos dos
principais artistas da companhia, uma plural trilha sonora que abriga 40 tipos
de músicas de várias épocas e países, incluído a canção “Leãozinho” do
compositor e interprete brasileiro Caetano Veloso.



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