Por Julia Teixeira
Está bem, eu confesso. Sempre levo uma caixa de
lenços de papel quando vou assistir a um romance, desde os mais típicos até os
que exploram (mesmo que demasiadamente) os elementos da trama, extraindo o máximo de
cada cenário e personagem. Já no filme “Para Sempre”, estreiado no dia 07 de
junho em nosso país, realizei uma nota mental de que no próximo filme seriam
necessárias duas caixas ao invés de uma única.
O
“meloso” (no bom sentido) romance relata a história do casal Page
(Rachel McAdams) e Leo (Channing Tatum), que viviam uma linda história de amor
até que um grave acidente de carro provocou uma grande mudança em suas vidas.
Afinal, mesmo estando casados, ela não consegue se recordar de nada e muito
menos ter algum tipo de memória sobre o relacionamento deles após a batida de
um caminhão no automóvel do casal. Resta para Leo a missão de reconquistá-la
novamente para que possam então viver o romance que sempre desejaram.
(fonte: www.nosmulheres.com.br)
Assim que a notícia da
estréia tomou conta das redes sociais e dos maiores sites de lançamentos
culturais, uma das primeiras coisas que me chocou bastante foi o fato do filme
ser baseado em fatos reais, na história do casal Kim e Krickitt Carpenter. Ao sair da sala de exibição, debulhada em lágrimas
obviamente, estas passavam a lotar não só meus olhos como o corpo inteiro
quando em minha cabeça aparecia “Meu Deus, um casal realmente passou por todo
este processo!”
Os atores Channing Tatum e Rachel McAdams, ao contrário da
maioria das críticas brasileiras, me surpreenderam mais uma vez com sua atuação.
Apesar da especialidade da atriz ser justamente este ramo hollywoodiano, Rachel
sempre se supera a cada filme em que atua, seja por seu carisma ou somente pelo
modo de se expressar. Channing, ao contrário, não possui uma única
especialidade, sempre se mostrou bastante eclético, atuando desde em produções
como Se ela dança, eu danço até a sequência de filmes de ação G.I
Joe. Sua execução do personagem não leva em conta o gênero da produção, é
sempre incontestável.
O verdadeiro casal, Kim e Krickitt
O enredo do romance
possui todas as características para ser considerado piegas em excesso, mas
para os românticos também em excesso (como eu) é um prato cheio de melodrama,
com lágrimas escorrendo na certa. A sequência dos fatos é um tanto quanto
previsível, mas a maneira como as cenas são construídas faz com que o público
fique vidrado na tela o tempo inteiro, mesmo aqueles que vieram apenas como
acompanhantes dos viciados incuráveis em paixão e drama.
É possível perceber que o filme em si
não é uma grandiosa obra, mas os atores encarnados em seus personagens e,
principalmente, a história sendo baseada em um livro que contém relatos
pessoais do casal vítima de um acidente já são suficientes para fazer com que
os espectadores fiquem desnorteados, fora da realidade em que estão inseridos
ao sair do cinema. Garanto que a maioria das pessoas comprometidas, se não
estavam com a pessoa amada a seu lado, foram correndo para os braços de seus
parceiros (as), tanto fisicamente como tecnologicamente. Assim como seus
pensamentos voaram para a dimensão amorosa da vida, refletindo sobre como o
amor verdadeiro supera realmente tudo, só para se estar ao lado de quem se ama.
É, porque o amor cega, mata, mas também torna a vida muito mais colorida. 

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