quarta-feira, 20 de junho de 2012

Forever, não importa as circunstâncias




Está bem, eu confesso. Sempre levo uma caixa de lenços de papel quando vou assistir a um romance, desde os mais típicos até os que exploram (mesmo que demasiadamente) os elementos da trama, extraindo o máximo de cada cenário e personagem. Já no filme “Para Sempre”, estreiado no dia 07 de junho em nosso país, realizei uma nota mental de que no próximo filme seriam necessárias duas caixas ao invés de uma única.
         O “meloso” (no bom sentido) romance relata a história do casal Page (Rachel McAdams) e Leo (Channing Tatum), que viviam uma linda história de amor até que um grave acidente de carro provocou uma grande mudança em suas vidas. Afinal, mesmo estando casados, ela não consegue se recordar de nada e muito menos ter algum tipo de memória sobre o relacionamento deles após a batida de um caminhão no automóvel do casal. Resta para Leo a missão de reconquistá-la novamente para que possam então viver o romance que sempre desejaram.
                                               (fonte: www.nosmulheres.com.br)

Assim que a notícia da estréia tomou conta das redes sociais e dos maiores sites de lançamentos culturais, uma das primeiras coisas que me chocou bastante foi o fato do filme ser baseado em fatos reais, na história do casal Kim e Krickitt Carpenter. Ao sair da sala de exibição, debulhada em lágrimas obviamente, estas passavam a lotar não só meus olhos como o corpo inteiro quando em minha cabeça aparecia “Meu Deus, um casal realmente passou por todo este processo!”
         Os atores Channing Tatum e Rachel McAdams, ao contrário da maioria das críticas brasileiras, me surpreenderam mais uma vez com sua atuação. Apesar da especialidade da atriz ser justamente este ramo hollywoodiano, Rachel sempre se supera a cada filme em que atua, seja por seu carisma ou somente pelo modo de se expressar. Channing, ao contrário, não possui uma única especialidade, sempre se mostrou bastante eclético, atuando desde em produções como Se ela dança, eu danço até a sequência de filmes de ação G.I Joe. Sua execução do personagem não leva em conta o gênero da produção, é sempre incontestável. 
                                              O verdadeiro casal, Kim e Krickitt

O enredo do romance possui todas as características para ser considerado piegas em excesso, mas para os românticos também em excesso (como eu) é um prato cheio de melodrama, com lágrimas escorrendo na certa. A sequência dos fatos é um tanto quanto previsível, mas a maneira como as cenas são construídas faz com que o público fique vidrado na tela o tempo inteiro, mesmo aqueles que vieram apenas como acompanhantes dos viciados incuráveis em paixão e drama.
         É possível perceber que o filme em si não é uma grandiosa obra, mas os atores encarnados em seus personagens e, principalmente, a história sendo baseada em um livro que contém relatos pessoais do casal vítima de um acidente já são suficientes para fazer com que os espectadores fiquem desnorteados, fora da realidade em que estão inseridos ao sair do cinema. Garanto que a maioria das pessoas comprometidas, se não estavam com a pessoa amada a seu lado, foram correndo para os braços de seus parceiros (as), tanto fisicamente como tecnologicamente. Assim como seus pensamentos voaram para a dimensão amorosa da vida, refletindo sobre como o amor verdadeiro supera realmente tudo, só para se estar ao lado de quem se ama. É, porque o amor cega, mata, mas também torna a vida muito mais colorida. 

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