Não há dúvidas que toda mulher gostaria de mudar alguma coisa em seu corpo; excluir
umas gordurinhas (mal) localizadas, colocar um pouco mais de peito, tirar
aquelas rugas que tanto incomodam, entre muitas outras coisas. E se soubessem
que há uma maneira de fazer tudo isso em menos de 5 minutos, sem sair de casa
até? Todas, com certeza, enlouqueceriam. E existe, o Photoshop; ele permite que
todos os chamados “erros físicos” das pessoas sejam arrumados, nas fotos pelo
menos e, por essa razão, tem sido utilizado indiscriminadamente em revistas e
anúncios, muitas vezes, por ser exagerado, ocasiona em erros ridículos e, para
terror dos publicitários e editores de revista, perceptíveis a olho nu.
O medo de uma foto que mostre a uma
mulher real, por exemplo, que possua celulite e uma cintura que não seja como a
da Barbie tem gerado usos exagerados do Photoshop, como a foto da Susana Vieira
que virou notícia na mídia há alguns meses. Ela, sem o uso do meio de retoque,
na praia, de biquíni, com celulite, com alguns pneuzinhos e certas rugas, ou
seja, o que se esperaria de uma mulher (que, diga-se de passagem, está enxuta)
em torno dos seus 69 anos foi comparada com uma foto visivelmente
“photoshopada” sua na Revista Quem em 2009. Nesta, ela está lisa, sem celulite
alguma, sem gordura, com as coxas duras e cintura minúscula digna de uma
menina, bem cuidada, de 20 anos. Pronto, a mídia caiu em cima e, em minha
opinião, com razão; por que a revista teve que editar tanto a foto? A realidade
de uma senhora não pode ser considerada beleza?
| A atriz Susana Vieira à esquerda com Photoshop e à direita sem |
Outro fato que ficou famoso pelo uso
exagerado e até distorcido desse meio de “melhoramento” na foto, foi o caso de
uma modelo da marca de roupas Ralph Lauren que aparece em um anúncio com uma cintura minúscula e humanamente
impossível de se obter, pois era menor que sua cabeça. A marca, ao ser
questionada pelo ocorrido emitiu o seguinte comunicado: “por 42 anos, construímos uma marca baseada na
qualidade e integridade. Depois de investigarmos, descobrimos que somos os
responsáveis pela imagem e retoques de baixa qualidade que resultaram em uma
imagem muito distorcida do corpo de uma mulher. Tomaremos todas as precauções
para garantir que nosso trabalho de arte represente nossa marca
apropriadamente”. Ou até o caso da “perna fantasma” da marca Shiseido, na qual,
a modelo está sentada em uma perna e, deslocada do local natural em que o
membro se encontra, há uma perna enorme e perceptivelmente falsa aparente.
| A modelo da Ralph Lauren distorcida pelo photoshop à esquerda e natural à direita |
O uso do Photoshop é inútil muitas vezes e tendo isso como
preceito, a revista Playboy, uma das campeãs da utilização desse tipo de
retoque, se voltou contra tal “ditadura da perfeição” e fez uma edição, em
2004, com a atriz Juliana Paes em que afirmaram não haver nenhuma mudança nas
fotos reais em relação às publicadas na revista. Dessa maneira, nota-se que até
uma revista que promete colocar em suas páginas as mulheres mais bonitas do
mundo, às vezes, preza por apresentar a beleza real de suas modelos, não
falsificada como em alguns anúncios.
![]() |
| A campanha da Shiseido em que a perna está visivelmente deslocado do corpo |
Dessa maneira, nota-se que, mais e mais, os meios de
disponibilização de imagens e os anúncios têm cultuado uma beleza impossível,
inexistente, ao invés de prezar pessoas não tão perfeitas, mas mais reais.
Assim, ao aparecer em uma revista uma mulher com uma cintura do tamanho da Barbie,
mesmo que seja visivelmente retocada, as meninas começam a buscar tal
aparência, o que leva, muitas vezes, a problemas de baixa autoestima ou até, em
casos extremos, disfunções alimentares que chegam a ser fatais.
Vídeo que demonstra como seria possível "melhorar" com photoshop até a mulher considerada como possuidora do rosto mais bonito do mundo

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