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| Kay Thompson, Fred Astaire e Audrey Hepburn - foto: reprodução |
Nos primeiros minutos de filme, aparece a editora de
revista, Maggie Prescott (Kay Thompson) dando ordens aos seus funcionários, e
para quem nunca viu Cinderela Em Paris, deve logo pensar que se trata de algo
como O Diabo Veste Prada, mas não é. Prescott está insatisfeita com os
resultados da revista de moda Quality e decide procurar um novo rosto para
aumentar as vendas.
O fotógrafo da revista Dick Avery (Fred Astaire) é quem fica
encarregado de encontrar uma nova modelo. Ao fotografarem numa livraria, Avery
fica encantado com a beleza da balconista Jo Stockton (Audrey Hepburn) que
critica todo padrão de beleza que as revistas de moda e os estilistas impõe
como padrão para as mulheres seguirem. Mas para Stockton aceitar não será um
trabalho fácil. Com muita resistência ela aceita, mas só porque há uma
possibilidade de encontrar o filósofo e professor Emile Flostre, de quem
idolatra.
O filme musical foi lançado em 1957 dirigido por Stanley
Donen, considerado o rei dos musicais americanos, além de ser coreógrafo e
produtor. Donen co-dirigiu Cantando na Chuva, em 1952. O filme foi indicado a
prêmios como Academia de Artes
Cinematográficas de Hollywood, nos EUA, e Festival Internacional de Cannes, na
França. Além de ser uma excelente atriz, ícone da moda, e cantora, Hepburn
mostra que sabe dançar, e muito, e seu companheiro de cena, Fred Astaire,
também.
No filme, percebe-se que como a cultura europeia estava tão
arraigada naquela época, de como se Paris fosse a melhor cidade do mundo para
viver. Aquele pensamento de que os escritores só têm criatividade quando vão à
Paris e se inspiram com a paisagem e as pessoas de lá. “Pensamos livremente
aqui... não somos inibidas por convenções sociais fora de moda”, diz Jo
Stockton ao fotógrafo já em Paris.
Stockton começa a aprender como ser modelo: passa uma semana
sendo fotografada em cada lugar de Paris como na Ópera, nos trens, no rio Sena,
e cada vez mais fica mais próxima de Dick, apaixonando-se por ele. No dia em que Maggie apresentaria
Jo a imprensa, a mesma foge para o café aonde Flostre iria se apresentar, e
consegue conversar com seu amado ídolo. O professor se encanta com a
personalidade e charme de Jo Stockton.
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| Audrey Hepburn, em uma das cenas do filme |
Na hora da apresentação, acontece um acidente, e todos os
jornais noticiam com piada o ocorrido. Prescott até comenta com Avery sobre ele
estar namorando Jo: “É impossível, você pertence ao mundo da moda. Reconheça
que somos frios, artificiais e sem sentimentos. Então como pode estar
apaixonado?!”, e ele responde “Eu sou uma ovelha negra”.
Os dois resolvem procurar Jo, que foi a uma festa na casa de
Emile Flostre, porém o fotógrafo bate no professor e ele desmaia. Quando os
dois vão embora, Jo ao conversar com o filósofo percebe que ele só a enxerga
como uma mulher e não para discutir sobre as filosofias da empatia.
O
fotógrafo iria para Nova Iorque, mas antes de embarcar, percebe que Jo se deu
conta de quem era o professor – já que ela atirou um vaso na cabeça dele,
deixando 18 pontos – e ele volta para ficar com a amada. Stockton consegue se
apresentar na Casa Paul Duval (na realidade, é a famosa Maison Givenchy,
responsável pelo Guarda-Roupa de Audrey Hepburn), obtendo sucesso e muitas
risadas dos convidados do desfile. Apesar das falhas no roteiro e da trama ser
simples, o filme é compensado pela belíssima fotografia, figurino, canto e é
claro, a belíssima articulação de dança. Um ótimo filme para se inspirar.
Trecho do filme "Cinderela em Paris"


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