segunda-feira, 30 de abril de 2012

Você já parou pra pensar?

por Vanessa Ramos e Rosa Donnangelo

                          Permanência de Neymar,
                                                    volta de Ronaldinho Gaúcho.     

 Nos últimos tempos, temos tido o privilégio de assistir aos melhores atletas do mundo ao vivo e a cores.
Sim, é verdade que esses jogadores permanecem no Brasil ou o tem como destino por uma razão financeira. Afinal de contas, se por aqui o governo reduz taxas para estimular o consumo, pelos países do norte nem mesmo esses manejos políticos são capazes de estimular a economia. Também é verdade que caso o dinheiro fosse a única motivação, o destino destes deveria ser o mundo árabe. Portanto, podemos afirmar que uma das consequências indiretas da crise que abalou a Europa e mexeu com a economia norte-americana, foi o fortalecimento do esporte nacional. Pode parecer contraditório e não quero dizer com isso que algo bom está acontecendo, pois pagamos, literalmente, um preço alto para a permanência, tanto dos atletas nacionais de alto nível, quanto dos estrangeiros.
Obviamente, no futebol é ainda mais aparente a nossa simpatia pelos forasteiros, que se tornaram Ídolos de suas torcidas. Atuando no Brasil hoje, o argentino Montillo, contratado em 2010 por cerca de 6,2 milhões de reais pelo Cruzeiro é o nosso camisa 10 exemplar. Recebeu o prêmio Bola de Prata da Revista Placar  2010, 2011; e Craque do Brasileirão em 2010,  e estes são alguns dentre os diversos prêmios individuais e títulos do atleta. O sempre discreto e tímido jogador do Cruzeiro foi convocado pela primeira vez pelo técnico Alejandro Sabella para integrar a Seleção principal da Argentina em setembro de 2011, graças à sua boa atuação pelo time mineiro.

Foto de Washington Alves
Outro fenômeno que podemos observar desde a crise econômica se refere à nacionalização de atletas.
Na última terça-feira (24) o jogador de basquete do Bauru, Larry Taylor conseguiu finalmente obter sua nacionalidade brasileira. Após a divulgação no Diário Oficial, o jogador já está apto a defender a seleção. Dia 17 de maio, o argentino Rubén Magnano, técnico de basquete da seleção, irá divulgar uma lista para a preparação brasileira para as Olímpiadas de Londres – provavelmente Taylor estará entre os convocados.

 Mas afinal, quais objetivos teriam as seleções nacionais se não o fato de defender seu país e representar sua nação? Pode até ser demasiado romantismo, mas é inaceitável a nacionalização de um atleta que, por exemplo, acaba de chegar a um país e sequer fala o dialeto e nacionaliza-se pelo simples sonho de jogar uma Copa do Mundo, ou participar de uma Olimpíada. É inaceitável e desrespeitoso com a própria nação acolhedora. Mas não é este, aparentemente, o caso de Taylor. O jogador dá entrevistas em português e é torcedor do Corinthians. E ainda está ensaiando para não fazer feio na hora do hino brasileiro.
 A valorização do esporte nacional devido às Olimpíadas de 2016 e a Copa do Mundo de 2014 estão fazendo com que jogadores de outros países venham para o Brasil mostrar seus talentos. Além dos casos já citados acima, ainda há alguns outros exemplos. A foto abaixo é da vitória do Vôlei Futuro na temporada 2010/2011 da Superliga, onde o time conquistou a medalha de bronze. Leandro Visotto aparece na esquerda da foto e ao seu lado, Camejo, jogador cubano, que vem mostrando o seu melhor em quadra.

 Além de Camejo, outra jogadora de vôlei veio para o Brasil e tem se destacado em quadra. É a Destinee Hooker, alemã naturalizada estadunidense. Atualmente, joga pelo Osasco e foi campeã da temporada da Superliga feminina 2011/2012 pelo clube. Apesar do desempenho excepcional de Hooker, o contrato dela com o Osasco ainda não foi renovado. 
       Espera-se que a vinda de bons jogadores e o surgimento de novos talentos seja sempre um diferencial para o Brasil, e que o acolhimento desses atletas possa trazer cada vez mais prestígio e força para o esporte. Afinal, esporte é ou não é paixão nacional?

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