por Vanessa Ramos e Rosa Donnangelo
Permanência de Neymar,
volta de Ronaldinho Gaúcho.
Nos
últimos tempos, temos tido o privilégio de assistir aos melhores atletas do
mundo ao vivo e a cores.
Sim,
é verdade que esses jogadores permanecem no Brasil ou o tem como destino por
uma razão financeira. Afinal de contas, se por aqui o governo reduz taxas para
estimular o consumo, pelos países do norte nem mesmo esses manejos políticos
são capazes de estimular a economia. Também é verdade que caso o dinheiro fosse
a única motivação, o destino destes deveria ser o mundo árabe. Portanto,
podemos afirmar que uma das consequências indiretas da crise que abalou a
Europa e mexeu com a economia norte-americana, foi o fortalecimento do esporte
nacional. Pode parecer contraditório e não quero dizer com isso que algo bom
está acontecendo, pois pagamos, literalmente, um preço alto para a permanência,
tanto dos atletas nacionais de alto nível, quanto dos estrangeiros.
Obviamente,
no futebol é ainda mais aparente a nossa simpatia pelos forasteiros, que se
tornaram Ídolos de suas torcidas. Atuando no Brasil hoje, o argentino Montillo,
contratado em 2010 por cerca de 6,2 milhões de reais pelo Cruzeiro é o nosso
camisa 10 exemplar. Recebeu o prêmio Bola de Prata da Revista Placar 2010, 2011; e Craque do Brasileirão em 2010, e estes são alguns dentre os diversos prêmios
individuais e títulos do atleta. O sempre discreto e
tímido jogador do Cruzeiro foi convocado pela primeira vez pelo técnico Alejandro
Sabella para integrar a Seleção principal da Argentina em setembro de 2011,
graças à sua boa atuação pelo time mineiro.
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| Foto de Washington Alves |
Outro
fenômeno que podemos observar desde a crise econômica se refere à
nacionalização de atletas.
Na
última terça-feira (24) o jogador de basquete do Bauru, Larry Taylor conseguiu
finalmente obter sua nacionalidade brasileira. Após a divulgação no Diário
Oficial, o jogador já está apto a defender a seleção. Dia 17 de maio, o
argentino Rubén Magnano, técnico de basquete da seleção, irá divulgar uma lista
para a preparação brasileira para as Olímpiadas de Londres – provavelmente
Taylor estará entre os convocados.
Mas
afinal, quais objetivos teriam as seleções nacionais se não o fato de defender
seu país e representar sua nação? Pode até ser demasiado romantismo, mas é
inaceitável a nacionalização de um atleta que, por exemplo, acaba de chegar a
um país e sequer fala o dialeto e nacionaliza-se pelo simples sonho de jogar
uma Copa do Mundo, ou participar de uma Olimpíada. É inaceitável e
desrespeitoso com a própria nação acolhedora. Mas não é este, aparentemente, o
caso de Taylor. O jogador dá entrevistas em português e é torcedor do
Corinthians. E ainda está ensaiando para não fazer feio na hora do hino
brasileiro.
A
valorização do esporte nacional devido às Olimpíadas de 2016 e a Copa do Mundo
de 2014 estão fazendo com que jogadores de outros países venham para o Brasil
mostrar seus talentos. Além dos casos já citados acima, ainda há alguns outros
exemplos. A foto abaixo é da vitória do Vôlei Futuro na temporada 2010/2011 da
Superliga, onde o time conquistou a medalha de bronze. Leandro Visotto aparece
na esquerda da foto e ao seu lado, Camejo, jogador cubano, que vem mostrando o
seu melhor em quadra.
Além
de Camejo, outra jogadora de vôlei veio para o Brasil e tem se destacado em
quadra. É a Destinee Hooker, alemã naturalizada estadunidense. Atualmente, joga
pelo Osasco e foi campeã da temporada da Superliga feminina 2011/2012 pelo
clube. Apesar do desempenho excepcional de Hooker, o contrato dela com o Osasco
ainda não foi renovado.
Espera-se que a vinda
de bons jogadores e o surgimento de novos talentos seja sempre um diferencial
para o Brasil, e que o acolhimento desses atletas possa trazer cada vez mais prestígio
e força para o esporte. Afinal, esporte é ou não é paixão nacional?





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