quarta-feira, 25 de abril de 2012

Centenário Titanic



“Ele me salvou de todas as maneiras que alguém pode salvar outra pessoa.” –É com essa frase que Rose Dawson termina de contar seu trágico romance com Jack Dawson a Brock Lovett e os outros marinheiros do barco que procurava por destroços do RMS Titanic no filme homônimo de James Cameron lançado originalmente em 1997 e reproduzido em tecnologia 3D no ano de 2012. E é também uma frase que ficou na minha memória desde então.
       Quando lançado em 1997, o filme foi um sucesso, um recorde de bilheteria de U$ 1,842,900,000 (batido só após 13 anos pelo filme Avatar do mesmo diretor) e no Oscar de 1998 arrematou onze das catorze estatuetas pra que foi indicado (incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor música com a belíssima canção My Heart Will Go On de Celine Dion).
             Quinze anos depois, com a tecnologia 3D, o relançamento do filme de James Cameron criou igual ou até maior expectativa do que quando lançado em 1997. Pois os fãs que eram muito novos para vê-lo no cinema puderam assisti-lo na telona (o que é o meu caso), os que já haviam visto o reviram e os que nunca tinham entrado em contato com o filme assistiram em primeira mão. Por outro lado, existiram divergências nas críticas lançadas sobre o filme, algumas pessoas afirmaram não ver diferença entre o filme com ou sem 3D. Outras, incluindo a mim, disseram ter sentido uma maior imersão no filme. A angústia é bem maior e a noção de profundidade aumenta bastante.


            O filme de Cameron foi baseado numa tragédia real ocorrida no ano de 1912, o naufrágio após a colisão com um iceberg do “inafundável”, imbatível e maior navio até então RMS Titanic em uma travessia entre South Hampton (Inglaterra) e Nova Iorque (EUA), que tirou a vida de cerca de 1500 dos 2200 passageiros.
            Pela crença de seu engenheiro e construtor Thomas Andrews (interpretado na ficção por Victor Garber) e do diretor da rede de navios White Star Line, da qual RMS Titanic fazia parte, J. Bruce Ismay (interpretado por Jonathan Hyde no filme de Cameron) de que não poderia naufragar de maneira alguma, os botes salva vidas do navio eram suficientes a apenas metade dos passageiros, o que foi significativo para a morte de tantas pessoas na sua viagem de estréia. Pois, a temperatura do oceano no momento do naufrágio beirava 0ºC, impossibilitando a vida por muito tempo dos que caiam na água.

            Nesse ano de 2012, precisamente no dia 15 de abril (pois apesar de ter colidido com o Iceberg a 23h40 do dia 14 de abril, só afundou 2h da manhã do dia 15), completou 100 anos do naufrágio do Titanic.
            Além do relançamento do filme de James Cameron em 3D, diversas homenagens ao fato foram realizadas. Uma delas ocorreu em São Paulo, o restaurante From The Galley (que se encontra na rua Leopoldo Couto Magalhães Jr, nº 761 – Itaim Bibi) se propôs a servir os onze pratos do último jantar do Titanic para no máximo vinte pessoas, por um preço que variou de R$ 310,00 a R$ 620,00.
            Outro tributo ao centenário do naufrágio foi o encontro de dois cruzeiros, um proveniente de South Hampton (aonde o Titanic partiu), o Balmoral e outro vindo de Nova Iorque (aonde o Titanic deveria ter chegado) o Journey, ambos com passageiros comuns e parentes das vítimas. Eles fizeram o itinerário do navio naufragado e no mesmo local em que há cem anos antes a navegação atingiu o iceberg, foi reproduzido pelo Journey o sinal de alerta do comandante do RMS Titanic, Edward J. Smith avisando que eles haviam tido um acidente.

            Eu, que tinha apenas cinco anos na época, não pude ver no cinema, pois o filme possuía classificação indicativa de doze anos e portanto, após muito pedir a meus pais ganhei o VHS. Por ser um filme muito longo (194 minutos) era dividido em duas fitas, uma da minha parte favorita, o romance entre Rose (Kate Winslet) e Jack (Leonardo Dicaprio) e a outra com o naufrágio, que era angustiante e surpreendentemente triste para mim, mesmo com pouca idade.
            Passados quinze anos, continuo me emocionando nas mesmas partes do filme que me emocionavam quanto tinha cinco anos, continuo rindo nos mesmos momentos que ria e continuo chorando nas mesmas cenas que chorava quando pequena. Ou seja, 3D ou 2D, Titanic vai ser para mim um filme que marcou uma Era, apresentou um dos piores naufrágios da história da humanidade conseguindo colocar, além da iminente tristeza, um grande e esperançoso romance.
           
 (fontes fotos/ colunistas@ig.com.br/allposters.ptAP.)

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