por Vanessa Ramos
Um gol de vantagem. Parecia
pouco, para um time que teria de enfrentar o Barcelona dentro do Camp Nou (onde
o time coleciona a incrível marca de 18 gols nos últimos 5 jogos pela Liga dos
Campeões).
Não seria uma tarefa fácil. O
Chelsea veio a campo com o time fechado no 4-5-1 com Drogba isolado. O interino
Di Matteo repetia a fórmula usada pela Inter na temporada anterior. A pressão
do Barça foi grande, e logo aos 35’, bom passe de Dani Alves pra Iniesta que
toca pra trás encontrando Busquets livre
para abrir o placar. Minutos depois, aos 37’, o capitão do Chelsea John Terry é
expulso.
Aos 43’, descida fulminante do
Barça: Iniesta vira o jogo. Agora sim, tudo está como deveria: Barcelona
classificado, sorriso tímido de Messi, e voltamos à teoria da goleada pra cima
do time inglês.
Dois minutos depois, nos
acréscimos do 1º tempo, o brasileiro Ramires, dispara por 15 jardas e toca por
cobertura − o gol que Messi não fez. Chelsea classificado pelo critério de gols
fora de casa.
O Barcelona voltou para o segundo
tempo com a mesma calma, uma irritante certeza de que o gol que faltava para
sua classificação viria em uma questão de tempo. Bombardeio à meta do Chelsea,
e, em descida de do clube catalão, Drogba para Fabregas com um carrinho dentro
da área: pênalti. Lionel Messi na bola, a concentração de sempre, chute forte
no alto fora do alcance de Cech, parou no travessão. Não era dia de BARCELONA.
Os passes do Barcelona não
estavam encaixando como de costume. A prepotência dava lugar ao questionamento,
seria possível o Chelsea eliminar o Barcelona? O maestro Xavi parecia não estar
em campo. Messi desperdiçando chances incríveis, passes interceptados.
Impaciência do time catalão.
Aos 34’, Torres substitui Drogba,
que teve atuação de gala nos dois jogos da semi. Com a saída de Drogba, o
Chelsea perde seu poder de marcação.
Nos acréscimos pressão do Barcelona, Cech dá um chutão pra frente, e Torres recebe dribla Valdés e caixa. Sim, Torres desencantou, chutou como nos tempos em que vestia a camisa vermelha e justificou o investimento dos Blues.
O
resultado do jogo de volta da Champions League surpreendeu a todos e nos deixou
uma lição importante. Apesar de o Barcelona ter 73 % de posse de bola, um toque
de bola perfeito (foram mais de 500 passes na partida) o time não conseguiu
reverter o placar de Stanford Bridge. Nem sempre o melhor time vence, nem
sempre o time que joga bonito vence. O futebol é um jogo de estratégias, e sua
beleza se mostra através do improvável.
O Chelsea
vai a Munique em busca de seu primeiro título da Champions e aguarda o
vencedor do jogo de hoje, entre Real Madrid e Bayer de Munique. Vem pedreira
pra cima do Chelsea, mas quem ousa duvidar do poderio inglês?
Barcelona x Chelsea
Árbitro: Cuneyt Çakir
Barcelona
(3-3-4): Valdés, Puyol, Piqué (Daniel Alves 25’) e Mascherano; Busquets,
Xavi e Iniesta; Fabregas (Keita 28’), Cuenca (Tello 23’), Messi e Sanchez.
Cartão
amarelo: Messi, Iniesta
Chelsea (4-5-1): Cech, Ivanovic, Cahill
(Bosingwa 12’), Terry e Cole; Mikel, Meireles e Lampard, Mata e Ramires; Drogba
(Torres 35’).
Cartão amarelo: Mikel, Lampard, Meireles
(suspenso), Ramires (suspenso), Ivanovic (suspenso) e Cech - Cartão vermelho: Terry
(fonte fotos - reprodução)



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